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Os preços do petróleo continuaram sua recuperação nesta segunda-feira (20), num mercado que já antecipa uma redução de mais de um milhão de barris diários na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) até o final da semana.
Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril do tipo WTI para entrega em novembro fechou cotado a US$ 74,25, uma alta de US$ 2,40 em relação a sexta-feira. Em Londres, o barril de Brent para entrega em dezembro ganhou US$ 2,43, encerrando a US$ 72,03.
Recuperação
Após ter caído abaixo dos US$ 70 na semana passada --pela primeira vez desde agosto de 2007 --e recuperado US$ 2 na sexta-feira, os preços confirmaram a tendência de recuperação.
"Está bastante claro, a ameaça de uma redução da produção da Opep em sua reunião" elevou os preços, explicou James Williams, da WRTG Energy, referindo-se à Opep.
O cartel petroleiro convocou uma reunião de emergência em Viena para sexta-feira, após a vertiginosa queda dos preços, que perderam mais da metade de seu valor em comparação ao recorde alcançado em julho, de US$ 147.
"Os operadores temiam que os apelos por uma redução da produção se fortalecessem, e tiveram razão", estimou Mike Fitzpatrick, da MF Global.
Redução importante
No sábado, o ministro de Energia argelino e presidente em exercício da Opep Chakib Khelil declarou que "haverá uma redução da produção" que deve ser "importante".
"Se a redução da produção de petróleo tiver que ser de 1,5 milhão de barris diários, será de 1,5 milhão de barris, se tiver que ser de 2 milhões de barris diários, então será de 2 milhões de barris", indicou Khelil.
O representante do Irã na Opep disse que o cartel também pode decidir por uma redução de pelo menos um milhão de barris diários "em uma primeira etapa".
A Líbia, por sua vez, declarou-se favorável a uma redução de mais de um milhão de barris diários. A Arábia Saudita, líder de fato do cartel, não divulgou sua posição a respeito da redução.
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