segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Preço do petróleo sobe com expectativa de corte na produção

Produção de petróleo no Brasil foi recorde em setembro, diz Petrobras Bolsas dos EUA saltam com busca de ações baratas e petróleo Petrobras adia divulgação do plano de investimentos para o fim do ano.

Os preços do petróleo continuaram sua recuperação nesta segunda-feira (20), num mercado que já antecipa uma redução de mais de um milhão de barris diários na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) até o final da semana.

Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril do tipo WTI para entrega em novembro fechou cotado a US$ 74,25, uma alta de US$ 2,40 em relação a sexta-feira. Em Londres, o barril de Brent para entrega em dezembro ganhou US$ 2,43, encerrando a US$ 72,03.

Recuperação

Após ter caído abaixo dos US$ 70 na semana passada --pela primeira vez desde agosto de 2007 --e recuperado US$ 2 na sexta-feira, os preços confirmaram a tendência de recuperação.

"Está bastante claro, a ameaça de uma redução da produção da Opep em sua reunião" elevou os preços, explicou James Williams, da WRTG Energy, referindo-se à Opep.

O cartel petroleiro convocou uma reunião de emergência em Viena para sexta-feira, após a vertiginosa queda dos preços, que perderam mais da metade de seu valor em comparação ao recorde alcançado em julho, de US$ 147.

"Os operadores temiam que os apelos por uma redução da produção se fortalecessem, e tiveram razão", estimou Mike Fitzpatrick, da MF Global.

Redução importante

No sábado, o ministro de Energia argelino e presidente em exercício da Opep Chakib Khelil declarou que "haverá uma redução da produção" que deve ser "importante".

"Se a redução da produção de petróleo tiver que ser de 1,5 milhão de barris diários, será de 1,5 milhão de barris, se tiver que ser de 2 milhões de barris diários, então será de 2 milhões de barris", indicou Khelil.

O representante do Irã na Opep disse que o cartel também pode decidir por uma redução de pelo menos um milhão de barris diários "em uma primeira etapa".

A Líbia, por sua vez, declarou-se favorável a uma redução de mais de um milhão de barris diários. A Arábia Saudita, líder de fato do cartel, não divulgou sua posição a respeito da redução.

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