Os bancários de São Paulo decidiram, em assembléia realizada nesta segunda-feira, continuar a greve que entra no 14º dia nesta terça-feira. O Sindicato dos Bancários informou que permanece em negociação com representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
"Os bancários não querem sair da greve sem que haja uma proposta que corresponda às reivindicações da categoria. Nossa expectativa é arrancar na mesa de negociação aumento real e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maiores", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
De acordo com balanço do sindicato dos primeiros 13 dias de greve, a adesão ao protesto manteve-se nos mesmos patamares da última sexta-feira, com cerca de 13 mil bancários paralisados em 400 locais de trabalho --agências bancárias, além de centros administrativos do Banco do Brasil e da Caixa Federal.
No final da semana passada os sindicalistas rejeitaram a última proposta dos bancos, que prevê reajuste de 9% para os salários até R$ 1.500 e 7,5% para quem ganha acima desse valor.
Para o vale-refeição, o vale-alimentação e o auxílio-creche/babá o reajuste proposto foi de 7,5%, abaixo do reivindicado pelos grevistas.
Em relação à PLR, os bancos propuseram manter a mesma formulação de regra básica (80% do salário mais valor fixo de R$ 957,02 já corrigido pelos 9%). O valor adicional à PLR, de acordo com variação do crescimento do lucro, poderá chegar, corrigido pelos 9%, a R$ 1.962.
Os bancários reclamam, no entanto, que só pagam valor adicional neste ano os bancos cujos lucros cresceram pelo menos 15%, o que excluiria a maior parte dos bancários.
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