O governo francês vai injetar mais 10,5 bilhões de euros nos seis principais bancos privados do país até o final do ano, anunciou nesta segunda-feira (2) a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde.
Os beneficiários são Crédit Agricole (3 bilhões de euros), BNP Paribas (2,55 bilhões de euros), Societé Générale (1,7 bilhão de euros), Crédit Mutuel (1,2 bilhão de euros), Caisse d'Epargne (1,1 bilhão) e Banque Populaire (950 milhões de euros), precisou a ministra.
Lagarde disse que esta medida é indispensável para que os bancos possam "financiar corretamente a economia", isto é, continuar concedendo créditos em tempos de crise e falta de liquidez.
Falta de capital
A ministra fez o anúncio à imprensa depois de se reunir com a direção das entidades. Também presente, o governador do Banco da França, Christian Noyer, negou que os bancos franceses estejam com falta de capital.
O governo anunciou semana passada um plano de apoio aos bancos que incluía 40 bilhões de euros para reforçar o capital das instituições que pedissem pela ajuda.
A medida da França se segue a medidas semelhantes já adotadas por outros países, tanto na Europa (hoje a Suécia anunciou mais dinheiro) como em outros continentes. No total, as ajudas já oferecidas para resgatar os setores financeiros de países europeus como Alemanha, França e Reino Unido já passam de US$ 2 trilhões.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados da Alemanha aprovou um pacote de resgate de 500 bilhões de euros (US$ 670 bilhões) preparado pelo governo para ajudar os bancos do país contra a crise financeira.
No fim de semana, o governo da Coréia do Sul anunciou uma ajuda de US$ 100 bilhões para ajudar os bancos locais a pagarem as dívidas que contraírem em moeda estrangeira. Outros US$ 30 bilhões serão liberados pelo governo como forma de reforçar as reservas dos bancos.
Também na semana passada, representantes dos 15 países do Eurogrupo (que reúne ministros das Finanças dos países da zona do euro) se comprometeram a elaborar planos de apoio a seus setores financeiros e a garantir a estabilidade de bancos com problemas. O Reino Unido -- que, como a Suécia, não faz parte da zona do euro, também já lançou uma iniciativa semelhante.
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