segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Professor de 1ª a 4ª série é o que menos evolui na faculdade

Os universitários que se formam em cursos de preparação de professores são os que menos evoluem durante o ensino superior, aponta um estudo do pesquisador José Carlos Rothen, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

A pesquisa analisou a variação das médias dos calouros e dos formandos em 28 cursos superiores, com base no Enade (antigo Provão), para indicar quanto os alunos "melhoram" durante o ensino superior.

Na área de formação de professores, a nota subiu apenas 8%, a menor variação da lista. Nesse grupo estão considerados os cursos que formam docentes especificamente para a educação infantil e as primeiras quatro séries do fundamental (normal superior).

Foram considerados os resultados nos exames de formação geral e específica. O maior crescimento de notas ocorreu em arquitetura e urbanismo (35%), seguido de computação (31%) e engenharia (27%).

Em pedagogia, que também forma professores para as séries iniciais da educação básica, o crescimento foi de 15% -abaixo da média do universo analisado, que ficou em 18%.

Secretaria da Educação de SP oferece curso de informática para 70 mil professores

A Secretaria de Estado da Educação lançou nesta quinta-feira o Programa de Formação em Tecnologia para Professores, que aplicará cursos de informática para ao menos 70 mil professores da rede estadual de ensino até o fim de 2009.

Em parceria com a Intel, o programa consiste na capacitação, inicialmente, de 91 professores-coordenadores (um para cada Diretoria de Ensino). Cada um dos 91 deverá capacitar 48 professores e cada um desses esses mais 16 educadores.

Para obter o certificado de conclusão do curso, cada professor tem de completar o curso com 80% de freqüência, preencher as avaliações e receber do professor mediador um parecer satisfatório de aproveitamento.

Serão dois tipos de cursos: fundamentos básicos --que visa a inclusão digital-- e essencial --voltado para aqueles que já possuem conhecimentos em informática e pretendem se aprimorar.

O curso de fundamentos básicos terá duração de 32 horas, das quais 24 horas serão presenciais e as demais serão desenvolvidas por meio de atividades on-line. Será dividido em 12 módulos voltados para iniciação de técnicas digitais e para o uso educacional da tecnologia da informação.

Professor do ensino básico terá bolsa em faculdade

O Ministério da Educação irá destinar no ano que vem R$ 1 bilhão para financiar a graduação e especialização de professores da educação básica em universidades públicas.

Parte do dinheiro será destinada a instituições superiores federais, estaduais e municipais para custear a abertura de novas vagas; outra será utilizada no pagamento de bolsas para os professores universitários que assumirem mais turmas de licenciatura; e outra parte para bolsas para os docentes do ensino básico.

Duas mil bolsas --no valor de R$ 1.200-- já foram oferecidas neste ano. A meta do governo é que o número chegue a cerca de 10 mil bolsas em 2012.

O ministro Fernando Haddad disse esperar atingir 300 mil professores sem graduação e 300 mil sem formação na área específica em que lecionam --ele citou o exemplo de 20 mil professores de matemática formados em pedagogia. As principais deficiências estão em química e biologia.

São Paulo gradua primeira turma só de professores índios

Oitenta e um professores índios receberam nesta segunda-feira, em cerimônia realizada em São Paulo, o diploma de graduação em pedagogia. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, eles compõem a primeira turma só de indígenas já formada por uma escola de ensino superior do país.

Divulgação

Índia durante formatura; de acordo com a Secretaria da Educação, esta é a 1ª turma só de indígenas formada por uma escola superior

Segundo a pasta, todos os formandos já trabalham em escolas instaladas em alguma das 30 tribos existentes no Estado, ministrando aulas para alunos até da 4ª série do ensino fundamental.

Em uma iniciativa do governo paulista e da USP (Universidade de São Paulo), eles foram selecionados e graduados para que possam, agora, ministrar aulas para estudantes da 5ª à 8ª série e também do ensino médio.

Agrônomo tem formação para atuar no cultivo e no agronegócio

Com a preocupação ambiental em alta, cresce a busca por agrônomos, cuja função é usar a agricultura, de maneira sustentável, para melhorar a vida das pessoas. A graduação é antiga no Brasil --há cursos que datam do século 19--, mas agora passa por mudanças para se modernizar. Hoje, é oferecida por 174 instituições, segundo o Ministério da Educação.

A área de atuação do agrônomo é bastante ampla. Ele pode, por exemplo, cuidar de granjas, fazer represas, cultivar pastos e trabalhar em grandes empresas de agroindústria, como usinas de cana-de-açúcar.

Para trabalhar nessas áreas, o aluno aprende, na faculdade, a lidar com a terra, com as plantas e com os animais.

Violência escolar atinge 1 milhão de crianças a cada dia, aponta pesquisa

Por dia, cerca de 1 milhão de crianças em todo o mundo sofrem algum tipo de violência nas escolas. Foi o que detectou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela organização não-governamental Internacional Plan, que atua em 66 países em defesa dos direitos da infância. O relatório é parte da campanha global "Aprender sem medo", lançada também hoje. O objetivo é promover um esforço mundial para erradicar a violência escolar.

O Brasil foi incluído no estudo. Os resultados mostram que 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em seis Estados afirmaram ter sido vítimas de violência escolar. Outros 84% desse total apontaram suas escolas como violentas.

A campanha terá como foco as três principais formas de violência na escola: o castigo corporal, a violência sexual e o "bullying", fenômeno definido pelo estudo como "atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro".

Faculdade usa regra do MEC e "rouba" turma de concorrente

Uma mudança do Ministério da Educação na regra de transferência de alunos acirrou a batalha entre universidades particulares por novas matrículas. Atraídas por descontos expressivos e mensalidades mais baratas, turmas inteiras chegam a mudar de universidade. Em reação, instituições que perderam alunos estão revendo as suas políticas de preços na tentativa de evitar mais baixas.

A guerra foi deflagrada a partir da modificação na portaria 230 do MEC, segundo a qual o aluno não precisa mais pagar duas matrículas --uma na universidade que deixou e outra naquela para a qual irá se transferir-- se quiser mudar de instituição. Agora, basta pagar a matrícula na nova instituição.

Pais criticam demissão de professor-poeta no Rio

Um grupo de pais de alunos da Escola Parque foram à direção de instituição cobrar explicações sobre a demissão do professor de literatura Oswaldo Martins Teixeira, 47. Segundo divulgou a Folha (íntegra (disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL), Teixeira foi dispensado porque escrevia poemas eróticos em seu blog.

"Matriculei meu filho aqui porque é uma escola moderna e progressista. Vai demitir o cara porque é poeta?", diz Luiz Inglês, pai de um aluno do oitavo ano, que enviou e-mail de protesto à instituição.

Ele criticou o fato de a decisão ter sido tomada por pressão de um grupo de pais. "Por que não chamaram todos para conversar? Esses pais são mais importantes?"

O artista plástico Francisco Fortunato também se disse revoltado. "Foi ridículo pedirem o afastamento de um professor como se ele fosse um pedófilo ou um tarado."

Ele diz que está até pensando em tirar o filho da escola. "A escola se intitula democrática e de vanguarda, e o que se vê é essa fraude: os alunos com medo de falar sobre o assunto, com receio de serem punidos. A Escola Parque virou um coleginho."

Idade mínima para o antigo supletivo vai ser de 18 anos

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou ontem uma série de mudanças nas diretrizes da educação de jovens e adultos, o antigo supletivo.

A partir de 2013, quando termina o prazo de transição dado pelo governo às redes particulares, estaduais e municipais, a idade mínima para entrar nessa modalidade de ensino passa de 15 para 18 anos.

"Historicamente, a idade sempre foi 18 anos. Com uma nova postura das políticas públicas na metade da década de 1990, com focalização da educação para a faixa entre 7 a 14 anos, houve um descompromisso com os alunos regulares com mais de 14 anos", diz Regina Vinhaes Gracindo, conselheira e relatora do processo.

Ela critica a inclusão dos alunos de 15 a 17 anos em turmas com estudantes muito mais velhos. "Eles são adolescentes, não são jovens. Sendo adolescentes, estão deslocados na educação de jovens e adultos", afirma, mencionando que, durante as discussões em torno do tema, o conselho descobriu casos de alunos de até 13 anos matriculados em supletivos.

Primeira fase do vestibular da UFABC tem cara de jornal e é interdisciplinar

Mais de 9.000 candidatos irão participar, no próximo domingo, dia 19, da primeira fase do vestibular da UFABC (Universidade Federal do ABC), o terceiro de sua história.

O total de inscrições foi de 9.463 - esse número inclui os candidatos pelo vestibular e pelo Enem, o que dá uma relação candidato/vaga de 6,31.

Houve 4.521 inscrições (53,7%) para o período diurno e 3.898 (46,3%), para o noturno. O ingresso pelo Enem teve 1.763 inscritos -quase 40% dos inscritos nesse sistema também farão o vestibular.

Professores de SP conseguem liminar para realizar evento na praça da República

A Apeoesp (Sindicatos dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) conseguiu nesta semana uma liminar na Justiça para comemorar o Dia do Professor, nesta quarta-feira, com a apresentação de corais e violeiros na praça da República (centro).

A comemoração, prevista para ocorrer das 14h às 18h, será realizada apesar de a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ter proibido o evento em local público. A companhia alegava que intervenções no local, em dia útil, afetariam corredores importantes da região, como as avenidas Ipiranga, São Luís e a rua da Consolação.

O sindicato dos professores afirma que as ruas do entorno da praça não serão ocupadas.

A CET diz que deve obedecer a decisão judicial, mas afirma que o trânsito na região central de São Paulo será prejudicado, já que é grande o volume de pedestres que circulam diariamente na praça da República e no seu entorno.

Nordeste tem pior índice de analfabetismo, mostra pesquisa Ipea

O Nordeste do país tem os piores percentuais de analfabetismo, mostra pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada) e divulgada nesta terça-feira. No país, entre 2006 e 2007, o instituto constatou uma redução de 0,4 ponto percentual no índice de analfabetismo. Paralelamente, os pesquisadores concluíram que o país deve demorar ao menos dois anos para alcançar o tempo estipulado pela Constituição para que toda a população conclua o ensino fundamental --que é de oito anos.

Segundo a pesquisa, os piores percentuais de analfabetismo estão no Nordeste, que registra 20%. Já a região Sul tem os menores percentuais, com 5,4%. Para os pesquisadores, a erradicação do analfabetismo no Brasil terá de aguardar por pelo menos duas décadas.

"Ainda é um índice muito baixo. Nosso sistema convive com uma estrutura de defasagem, o que torna o sistema muito ineficiente. Poderíamos ter um sistema muito mais eficiente e isso tem reflexos pedagógicos", afirmou o diretor de Estudos Sociais do Ipea, Jorge Abraão. "Estamos longe para conseguir a educação básica", disse ele.

Cruzeiros têm rotas para Réveillon dentro e fora do país

Quem quiser passar as festas de final de ano sem preocupações a bordo de um cruzeiro vai encontrar diversas opções para o Réveillon. Há também pacotes para o período de Natal e Ano Novo. Confira abaixo 14 cruzeiros.

Preço por pessoa, em acomodação dupla

COSTA MAGICA (BRASIL)
Sete noites em cabine dupla no Costa Mágica custam US$ 2.149, saindo de Santos e passando por Rio de Janeiro, Salvador e Ilhabela, com tudo incluso, e festa de Réveillon. S

De SP a NY, veja 20 pacotes nacionais e internacionais para o Réveillon

uem gostaria de viajar durante o período do Réveillon deve se programar o mais cedo possível, pois os melhores pacotes para o período do final do ano costumam se esgotar com rapidez. Confira abaixo mais 20 sugestões de pacote para a data, com viagens nacionais e internacionais.

SEM AÉREO

ÁGUAS DE LINDÓIA (160 KM DE SP)
Cinco noites em quarto duplo no hotel Vacance custam R$ 4.850, com pensão completa, festa de Réveillon e programação de shows e workshops.

Programe seu Natal a bordo de um navio; veja 15 cruzeiros

Quem gostaria de passar o Natal deste ano de maneira diferente tem a opção de embarcar em um cruzeiro e aproveitar o período natalino navegando dentro ou fora do Brasil.

Confira abaixo 15 opções de cruzeiro durante a época do Natal; dois deles englobam também o Réveillon (pacotes sujeitos a alterações e disponibilidade).

Preço por pessoa em cabine dupla e com pensão completa.

CVC CELEBRATION (BRASIL, ARGENTINA E URUGUAI)
US$ 1.430
Sete noites. Sai em 21/12 de Santos e passa por Buenos Aires, Punta del Este e Itajaí. Sistema "all inclusive".

CVC IMPERATRIZ DOS MARES (BRASIL)
US$ 1.218
Sete noites. Sai do Rio de Janeiro em 20/12 e passa por Maceió e Salvador. Sistema "all inclusive".

Veja 24 pacotes de Réveillon incluindo Aspen, Orlando, Rio e Salvador

Quem vai viajar durante o período do Réveillon faz bom negócio comprando seu pacote com antecipação e garantindo a melhor escolha, já que a data é muito procurada. Além disso, a compra antecipada rende descontos em alguns casos.

Veja abaixo mais 24 sugestões de viagem para o período. São roteiros nacionais e internacionais, com e sem transporte aéreo, incluindo um cruzeiro fluvial na região da Amazônia.

NACIONAL

CRUZEIRO

IBEROSTAR GRAND AMAZON
O cruzeiro de uma noite (31/1) pelos rios Negro e Solimões custa R$ 600 por pessoa em cabine dupla, com sistema "all inclusive". O barco fará uma parada no encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Haverá cartomantes, show de dança no teatro, jantar de gala e fogos de artifício em frente à praia de Ponta Negra, em Manaus. Reservas

De Noronha a Nova Zelândia, veja 23 pacotes para o Réveillon

Com a proximidade do fim do ano, quem vai viajar durante o Réveillon precisa correr para garantir os melhores pacotes. Confira abaixo mais 23 opções de viagem dentro e fora do Brasil para o período.

NACIONAL

Sem aéreo

ATIBAIA (64 KM DE SP)
Quatro noites em quarto duplo no Village Eldorado Eco Resort custam R$ 3.760, com pensão completa. Reservas: 0/xx/11/4414-8000; www.eldoradoatibaia.com.br.

BROTAS (246 KM DE SP)
Quatro noites em quarto duplo no Casarão Hotel custam R$ 736, com café. Inclui rafting noturno na virada, com um espumante a cada três pessoas, duas tirolesas, canionismo, rapel em cachoeira e trilhas. Reservas: 0/xx/ 14/3653-8040; www.ecoacao.com.br.

CUNHA (231 KM DE SP)
Cinco noites na pousada Vale das Cachoeiras custam R$ 1.500 para o casal, com café e ceia de Réveillon com champanhe. A pousada conta com sete cachoeiras privativas. Reservas: 0/xx/12/3111-1998; www.valedascachoeiras.com.br.

ILHA GRANDE (RJ)
Cinco noites em quarto duplo na pousada Telhado Azul custam R$ 1.840, com transporte rodoviário saindo de São Paulo e quatro cafés da manhã. Inclui passeio de escuna e visitas a praia de Palmas, praia de Lopes Mendes, trilha de Dois Rios, Freguesia de Santana, Saco do Céu, lagoa Azul e piscina natural. Na Pisa Trekking: 0/ xx/11/5052-4085; www.pisa.tur.br.

Petróleo registra alta com expectativa de corte de produção da Opep

O preço do petróleo registra alta nesta segunda-feira, devido à expectativa de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) venha a reduzir sua cota de produção, em resposta à queda acentuada vista nos últimos dias.

Às 15h46 (em Brasília), o barril do petróleo para entrega em novembro (cujos contratos expiram amanhã) estava cotado a US$ 75,19 na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), em alta de 4,65%.

A Opep deve se reunir nesta sexta-feira (24) para discutir a redução acentuada no preço da commodity, devido à expectativa de uma desaceleração da economia mundial --que pode, assim, levar a uma queda na demanda pelo produto. na semana passada, o barril chegou a ser cotado a US$ 64, depois de em julho deste ano ter atingido a marca recorde de US$ 147, 27.

Crise faz presidente de empresa japonesa trabalhar de graça

O presidente de uma fabricante japonesa de semicondutores trabalhará de graça, um gesto simbólico para ajudar a empresa a superar suas dificuldades financeiras causadas pela queda da demanda mundial, anunciou nesta segunda-feira (20) a Elpida Memory.

O presidente da empresa, Yukio Sakamoto, não receberá seu salário em novembro e dezembro. Nos meses seguintes sua remuneração será reduzida pela metade, até que a Elpida Memory volte a ter lucro, indicou uma porta-voz do grupo.

"Quer mostrar aos acionistas sua forte determinação em recuperar a empresa", explicou a porta-voz Kumi Higuchi.

A Elpida Memory é uma das principais produtoras mundiais de memórias DRAM (Dynamic Random Access Memory), usadas em vários aparelhos eletrônicos.

Universal corta US$ 500 milhões de orçamento para 2009

A ordem no grupo americano NBC Universal é economizar e para o orçamento de 2009 foram cortados US$ 500 milhões (R$ 1 bilhão), informa nesta segunda-feira a versão on-line da revista especializada em entretenimento "Variety".

O executivo Jeff Zucker anunciou a medida em uma reunião na última sexta-feira (17) em um memorando interno. O corte equivale a cerca de 3% do orçamento da companhia, segundo o texto.

Zucker culpou a situação econômica pelo corte de orçamento e argumentou que a empresa necessita tomar precauções, apesar de ultimamente ter apresentado lucros.

Erramos: Bovespa avança 6,25%, com Vale e Petrobras; dólar atinge R$ 2,13

Diferentemente do informado em Bovespa avança 6,25%, com Vale e Petrobras; dólar atinge R$ 2,13" (Dinheiro - 20/10/2008 - 15h40), às 15h40 a cotação do dólar registrava alta, e não queda. O texto foi corrigido.

Petrobras e Equador adiam acordo sobre exploração de petróleo

A Petrobras informou nesta segunda-feira que não acertou mudança no contrato de exploração e produção de petróleo com o governo do Equador. Segundo a companhia, foi definida uma espécie de contrato de transição, com base nos valores atuais, e as conversas sobre eventuais alterações foram adiadas para daqui a um ano. Não está definido que o atual contrato será transformado em um acordo de prestação de serviços.

A empresa não confirmou as informações repassadas pelo ministro de Mineração e Petróleo do Equador, Derlis Palacios, a agências internacionais. Segundo Palacios, o volume de petróleo extraído do Bloco 18 e repassado para o governo do Equador vai aumentar de 51% para 60% durante essa transição. Ainda segundo Palacios, o imposto que a Petrobras paga sobre lucros inesperados será reduzido dos atuais 99% para 70%.

No fim de semana, o presidente do Equador, Rafael Correa, declarou que a Petrobras concordou com um contrato temporário de participação na produção de petróleo no Bloco 18, que será transformado em um contrato de prestação de serviços dentro de um ano.

A Petrobras opera o Bloco 18, na região amazônica equatoriana, onde produz 32 mil barris de petróleo por dia. Recentemente, devolveu o Bloco 31 ao governo equatoriano. Boa parte do campo está em uma área de reserva indígena, o que poderia acarretar complicações para a estatal, que não havia iniciado a exploração local.

O atual contrato prevê que o governo equatoriano receba uma parte dos lucros e da produção de petróleo. O contrato de prestação de serviços que o presidente Correa pretende impor estabelece que todo o petróleo extraído será direcionado para o Estado, com as empresas recebendo um pagamento pela produção. Além disso, os custos com investimento seriam reembolsados.

Ao menos 200 pessoas acompanham velório de Arthur Sendas no Rio

Ao menos 200 pessoas acompanhavam na tarde desta segunda-feira o velório do empresário Arthur Sendas, 73, fundador da rede de supermercados Sendas e que foi baleado em seu apartamento, no Leblon (zona sul do Rio), na noite de domingo (19). Entre os presentes na cerimônia, que acontece na igreja São Judas Tadeu, no Cosme Velho (zona sul do Rio), estão o ministro do trabalho, Carlos Lupi, o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, além de funcionários e familiares de Sendas.

Lupi, um dos primeiros a chegar, se disse chocado com o caso. Ele elogiou a trajetória de Sendas, tido pelo ministro como "um homem de bem, sério e amigo". "Ele, com o grupo Sendas, foi o primeiro a introduzir mecanismos de atrativos para a população, investindo no marketing de uma maneira muito inteligente. Eu lamento muito que isso aconteça, que batam na porta de sua casa e atirem contra o cidadão. Isso me deixa consternado e chocado", afirmou.
Arquivo
Empresário Arthur Sendas morreu nesta segunda, aos 73, no Rio
Empresário Arthur Sendas morreu nesta segunda, aos 73, no Rio

O empresário Daniel Plá, presidente do Conselho Varejista da Associação Comercial do Rio, afirmou que a associação, da qual Sendas era membro benemérito, está em luto. "A gente sofreu uma grande perda, irreparável. Arthur Sendas era uma pessoa querida por todos. Era atuante, criticava o governo quando tinha que criticar. Muito autêntico."

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) --que decretou luto de três dias a partir desta segunda-feira pela morte do empresário--, e o prefeito César Maia (DEM) são aguardados no velório.

Crime

Arthur Sendas foi baleado por volta das 23h30 em seu apartamento, em um luxuoso prédio da orla do Leblon (zona sul do Rio), pelo Roberto Costa Júnior, 28, motorista da família, segundo a Polícia Civil.

A polícia afirma que Costa Júnior pediu para falar com Sendas e, após discussão, atirou contra o rosto do empresário. O motorista fugiu com um carro da família.

De acordo com a 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), Costa Júnior estava endividado e queria um empréstimo.Sendas chegou a ser levado ao hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), mas morreu por volta das 2h30.

A delegacia afirmou que pediu a prisão temporária de Roberto Costa Júnior, que está desaparecido.

Motorista do neto de Arthur Sendas, Costa Júnior trabalhava havia dez anos para a família de Sendas. Seu pai era motorista particular do empresário, segundo a assessoria da família.

Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise dos EUA

Uma série de instituições financeiras, de bancos de varejo a seguradoras, já registraram perdas bilionárias, foram nacionalizadas ou quebraram no último ano, em decorrência da crise financeira que se originou nos Estados Unidos e se alastrou pela Europa, principalmente.

Indiretamente, porém, centenas de outros países são afetados, como o Brasil, por exemplo, onde a falta de crédito preocupa. Na Europa, temendo os efeitos colaterais, outras nações decidiram garantir os depósitos dos correntistas nos bancos, para evitar uma corrida de saques.

Dólar fecha a R$ 2,12; Bovespa valoriza 6,50%

O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,125, em alta de 0,23%, nas últimas operações registradas nesta segunda-feira. A taxa se manteve em baixa durante boa parte do dia mas teve um repique perto do encerramento dos negócios. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,240, com avanço de 0,90%.

Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise dos EUA
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera com forte alta de 6,50% (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 4,10 bilhões. No epicentro da crise, a Bolsa de Nova York valoriza 2,51%.

Expectativa positiva sobre mercados de crédito anima Bolsas em NY

As Bolsas americanas operam em alta nesta segunda-feira. Os investidores se animaram com sinais de que o ritmo dos mercados de crédito pode estar se normalizando, depois das iniciativas tomadas pelos governos de diversos países. Além disso, a queda expressiva dos preços das ações nas últimas semanas atraíram mais compradores ao mercado acionário.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise dos EUA
Brendan McDermid/Reuters
A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, em inglês) sobe, com otimismo sobre crédito
A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, em inglês) sobe, com otimismo sobre crédito

Às 16h41 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em alta de 2,53%, indo para 9.076,27 pontos no índice Dow Jones Industrial Average, enquanto o S&P 500 subia 2,63%, indo para 965,26 pontos. A Bolsa Nasdaq estava em alta de 1,62%, indo para 1.739,04 pontos.

A redução nos juros interbancários foi vista como um sinal de confiança voltando ao sistema bancário. Com isso, os mercados de crédito podem retornar a seu ritmo normal aos poucos, o que significaria uma restauração dos níveis de empréstimos e financiamentos, reativando a economia americana. A taxa Libor (taxa de juros interbancários internacional) caiu para 4,06%.

A escassez de crédito devido ao temor dos bancos quanto aos riscos de inadimplência foi o fator que provocou perdas acentuadas nas últimas semanas. Na semana passada, a volatilidade foi tanta em Wall Street que, com poucos dias de diferença, o Dow Jones variou da pior queda em 21 anos (7,87%) para o maior ganho em pontos já visto (936,42 pontos).

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse hoje, no entanto, que a perspectiva para a economia dos EUA é de que "permaneça fraca por diversos trimestres", com o "risco de uma desaceleração acentuada". Ele disse que, nessas circunstâncias, seria apropriada a consideração de um novo plano de estímulo à economia.

A idéia já havia sido sugerida pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, no início deste mês. Ela disse que o país precisa de um novo pacote de estímulo à economia, de US$ 150 bilhões, aos moldes do que foi aprovado em fevereiro deste ano, de US$ 168 bilhões.

O pacote de US$ 168 bilhões ajudou a fazer a economia americana andar: o dinheiro extra favoreceu os gastos dos consumidores entre abril e julho, o que se refletiu nos dados do PIB (Produto Interno Bruto). No segundo trimestre, a economia cresceu 2,8% (ligeiramente menor que os 3,3% em um cálculo prévio). Analistas dizem, no entanto, que, sem o benefício do dinheiro extra, nos próximos trimestres o desempenho econômico americano deverá ser inferior.

"O mercado gostou do que Bernanke disse, e houve indicações de que ele deixou a porta aberta para novas ações, como cortes de juros e um novo estímulo à economia", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o analista Ryan Larson, da Voyageur Asset Management. "E, com o crédito ficando mais fluido a passos lentos, o mercado começou a entender que isso acontecerá em um processo."

Hoje também o Fed pediu às instituições financeiras americanas que participem dos programas do governo federal para reforçar o sistema financeiro do país e restaurar a circulação normal de crédito. O apelo vem quase uma semana depois de o presidente americano, George W. Bush, ter anunciado o uso de US$ 250 bilhões para comprar ações de bancos.

"As agências reguladoras encorajam todas as instituições a utilizarem o Programa de Compra de Capital, do Departamento do Tesouro, e o Programa Temporário de Garantia de Liquidez, da FDIC [órgão garantidor dos depósitos bancários nos EUA]", diz o comunicado do Fed. A data limite para participar do programa é 14 de novembro.
Mark Lennihan/AP
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia

Nove instituições financeiras já aceitaram participar do programa do Tesouro, lembra o comunicado. Os nove bancos seriam: seriam Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Bank of New York Mellon, State Street e Merrill Lynch. "Encorajamos outras instituições a tirar vantagem dos benefícios do Programa de Compra de Capital", diz o comunicado.

Mercado imobiliário brasileiro está longe de abismo visto nos EUA, diz economista

O mercado imobiliário brasileiro está longe de cair no abismo criado pela crise financeira dos Estados Unidos, na avaliação do economista Eduardo Gianetti da Fonseca. Segundo ele, o único perigo aqui é uma parada súbita de capital de giro em projetos já em andamento.

Para Gianetti da Fonseca, a situação do mercado imobiliário no Brasil é "totalmente diferente" dos EUA, em que o setor esteve na raiz da crise financeira.

Entenda como a crise dos EUA afeta o Brasil
VÍDEO: Crise mostra que pessoas caminham sobre abismo, diz Giannetti

"O setor imobiliário está apenas começando o ciclo de expansão do crédito. Não existe bolha e inadimplência de mutuários. As empresas estão de modo geral capitalizadas. O quadro aqui é totalmente diferente", disse o economista, no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em São Paulo.
Raimundo Pacco/Folha Imagem
Com alta dos juros e falta de crédito, venda de material de construção recua até 20%
Com alta dos juros e falta de crédito, venda de material de construção recua até 20%

Ele advertiu, porém, para a dificuldade de empresas em ter capital de giro para projetos em execução. "Aqui, o único perigo é uma parada súbita de capital de giro em projetos em finalização. Mas é perfeitamente administrável. Até mesmo com algumas ações de bancos estatais. Não vejo ameaça de crise emergencial."

Entre as medidas governamentais possíveis, ele apontou a criação de oferta de seguro de crédito imobiliário e a redução do compulsório que incide sobre a caderneta de poupança, que compensaria as dificuldade de captação de recursos das empresas, como no lançamento de ações.

Segundo informou o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, ao colunista Guilherme Barros na Folha desta segunda-feira, o governo --assim como o setor privado-- já estuda a criação de seguro de crédito imobiliário. Conforme Appy, os estudos sobre o tema indicam para uma forma de garantir recursos para o crédito habitacional. A nova modalidade de seguro daria mais proteção ao credor contra a inadimplência. Desta forma, os financiadores poderiam reduzir juros e elevar o valor financiado dos imóveis.

Em entrevista para a Folha no último fim de semana, o ministro Guido Mantega (Fazenda) descartou problemas imediatos da construção civil, mas admitiu a necessidade de injeção de recursos para capital de giro no ano que vem. Segundo Mantega, serão mais R$ 3 bilhões além dos R$ 20 bilhões disponíveis para a Caixa Econômica Federal.

Para 2009, com a perspectiva de ritmo menor da expansão da economia brasileira, Gianetti da Fonseca afirmou que o setor da construção deverá passar por algum ajuste, como a revisão de programas muito agressivos de investimento.

"Em vez de crescer espetacularmente, provavelmente vamos crescer moderadamente. O setor precisa se preparar para isso. Não é o melhor dos mundos, mas é um cenário razoável"'

Neste novo cenário, Gianetti da Fonseca vê o encarecimento do crédito e prazos menores de financiamento. "As empresas vão ter mais dificuldade de levantar recursos, por exemplo, lançando ações. Todo acesso a capital do Brasil vai ficar durante um tempo um pouco mais restrito. Não vai sumir, mas vai encarecer. Mas o quadro ainda é positivo", acrescentou.

Produção de aço cresce em setembro e atinge 3 milhões de toneladas

A produção brasileira de aço bruto atingiu 3 milhões de toneladas em setembro deste ano, 5% superior à do mesmo mês em 2007, segundo dados do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia). No acumulado deste ano (janeiro a setembro), a produção somou 26,8 milhões de toneladas, 7,3% acima do ano passado.

A produção total de laminados no mês foi de 2,14 milhões de toneladas, representando queda de 0,7%, segundo o IBS, devido à paralisação programada de equipamentos nas usinas de aços planos, segmento no qual a queda foi de 8,2%. Em produtos longos, a produção de 967 mil toneladas representou aumento de 10,3%.

As vendas internas de laminados em setembro de 2008 foram 10,3% superiores às do mesmo mês em 2007 e atingiram 1,9 milhão de toneladas. No acumulado do ano, aumentaram 15,8%. Os resultados das vendas acumuladas, segundo a indústria, demonstram crescimento em todos os segmentos do setor com destaque para produtos longos impulsionado pela forte demanda da construção civil.

segundo o IBS, nas vendas para o mercado externo houve aumento em semi-acabados. Em relação aos laminados, houve queda devido à priorização para atendimento ao mercado interno. No total, as vendas externas do setor atingiram 6,97 milhões de toneladas no valor de US$ 5,86 bilhões, 27,2% acima do período referente a 2007.

Reino Unido quer restringir imigração devido à crise financeira

O governo britânico planeja tornar mais rígido o controle de ingresso de estrangeiros por medo de que a crise financeira leve a um corte na oferta de empregos. Uma ONG de apoio a imigrantes critica os planos.

O Reino Unido planeja dificultar a entrada de estrangeiros no país devido às dificuldades causadas pela crise financeira mundial, principalmente a ameaça de elevação da taxa de desemprego. "No passado foi muito fácil entrar nesse país, mas agora será mais difícil", declarou o novo ministro britânico da Imigração, Phil Woolas, ao diário "The Times".

"Quando as pessoas ficam desempregadas, o tema imigração se torna extremamente delicado", disse Woolas. "Este governo não permitirá que a população do país chegue a 70 milhões." Em torno de 61 milhões de pessoas moram no Reino Unido, atualmente.

Compra de ações pelo governo trará lucro para contribuinte, diz Paulson

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta segunda-feira que a compra de ações de bancos e outras instituições financeiras pelo governo, com os US$ 250 bilhões anunciados na semana passada pelo presidente americano, George W. Bush, é um investimento que deverá trazer lucro para os contribuintes.

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Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise dos EUA
Evan Vucci/AP
O secretário do Tesouro, Henry Paulson
O secretário do Tesouro, Henry Paulson

Paulson disse que as ações deverão ser vendidas com um ganho razoável mais à frente. "Isso é um investimento, não um gasto, e não há motivo para pensar que esse plano irá custar algo aos contribuintes", disse.

Segundo ele, o objetivo do programa é elevar a confiança dos investidores nos bancos ao mesmo tempo em que estimula a confiança entre os próprios bancos, de modo a liberar, e não reter, capital.

Em um comunicado divulgado hoje, o Fed pediu às instituições financeiras americanas que participem dos programas do governo federal para reforçar o sistema financeiro do país e restaurar a circulação normal de crédito. "As agências reguladoras encorajam todas as instituições a utilizarem o Programa de Compra de Capital, do Departamento do Tesouro, e o Programa Temporário de Garantia de Liquidez, da FDIC [órgão garantidor dos depósitos bancários nos EUA]", diz o comunicado do Fed. A data limite para participar do programa é 14 de novembro.

No programa do Tesouro, as instituições financeiras poderão vender papéis em um montante de 1% a 3% dos ativos classificações como de maior risco em suas carteiras.

Nove instituições financeiras já aceitaram participar do programa do Tesouro, lembra o comunicado. Os nove bancos seriam: Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Bank of New York Mellon, State Street e Merrill Lynch. 'Encorajamos outras instituições a tirar vantagem dos benefícios do Programa de Compra de Capital', diz o comunicado.

Crescimento menor do país pode provocar aumento da tributação, diz economista

O economista Eduardo Gianetti da Fonseca advertiu nesta segunda-feira para o aumento da tributação em 2009, em decorrência do menor ritmo de crescimento da economia e, portanto, da arrecadação.

"O governo já se comprometeu a gastar o que não tem em 2009, com aumento do salário mínimo, reajuste dos servidores, programas sociais. Vai se montar um quadro que já conhecemos. O que se vai fazer? Serão criados novos tributos. O governo vai resolver o problema de caixa avançando no bolso do contribuinte", advertiu o economista.

Segundo Gianetti da Fonseca, o governo deverá garantir os gastos públicos com aumento de tributos ou votará a se endividar. 'Prepare o bolso. Mas a sociedade civil também precisa se mobilizar, como fez na CPMF", disse.

Entenda como a crise dos EUA afeta o Brasil
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O economista explicou que a relação entre crescimento da economia e da arrecadação é a mesma para cima e para baixo. "Quando a economia cresce, a arrecadação cresce desproporcionalmente. Essa roda gira também ao contrário. Com crescimento menor do PIB [Produto Interno Bruto], a queda também é desproporcional da arrecadação tributária."

Segundo estimativa do economista, o país não deverá repetir em 2009 o índice de crescimento de 2008 (na casa dos 5%), mas de 3% a 3,5%, com 'possibilidade de índice menor ainda'. Além de expansão menor do PIB, Gianetti da Fonseca prevê redução da massa salarial, desemprego e crédito mais caro.

Sustentabilidade

Em evento sobre sustentabilidade do setor da construção, nesta segunda-feira em São Paulo, o economista afirmou que as empresas devem enfrentar redução do capital de giros para projetos já em andamento, devido à restrição de crédito no cenário internacional e a aversão ao risco dos próprios bancos brasileiros, que têm receio de emprestar no próprio sistema interbancário.

Para Gianetti, o setor da construção tem um problema emergencial, de curso prazo. Ele defendeu a ação do governo, com bancos estatais capazes de destravar o crédito. Entre as medidas possíveis, ele apontou a criação de oferta de seguro de crédito imobiliário e a redução do compulsório que incide sobre a caderneta de poupança, que compensaria as dificuldade de captação de recursos das empresas, como no lançamento de ações.

Segundo informou o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, na Folha desta segunda-feira, ao colunista Guilherme Barros, o --assim como o setor privado-- já estuda a criação de seguro de crédito imobiliário. Conforme Appy, os estudos sobre o tema indicam para uma forma de garantir recursos para o crédito habitacional. A nova modalidade de seguro daria mais proteção ao credor contra a inadimplência. Desta forma, os financiadores poderiam reduzir juros e elevar o valor financiado dos imóveis.

Bovespa valoriza 8,26%, em dia de recuperação do mercado mundial

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra forte recuperação nesta segunda-feira, com o desempenho positivo das Bolsas internacionais. Analistas começam a observar a circulação de recursos entre os bancos, o que representa uma melhora na "crise de confiança" que paralisa o crédito e abala a economia global. E o avanço nos preços das commodities (matérias-primas) também as ações líderes da Bolsa brasileira.

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O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, avança 8,26% e marca os 39.406 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,91 bilhões.

A ação preferencial da Petrobras dispara 10,87%, num dia em que o barril de petróleo, que chegou abaixo a US$ 70 na semana passada, foi cotado a US$ 73 na praça de Nova York (Nymex).

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,125 na venda, em alta de 0,23%. A taxa de risco-país marca 494 pontos, número 0,29% abaixo da pontuação anterior.

As Bolsas européias fecharam com fortes altas, a exemplo de Londres (5,40%), Paris (3,56%) e Frankfurt (1,12%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem alta de 4,23.

O governo da Suécia apresentou hoje um plano de 1,5 trilhão de coroas (cerca de US$ 203 bilhões) para ajudar o sistema financeiro de seu país. Além da Suécia, recentemente os governos da Holanda, China, Índia e Coréia do Sul apresentaram medidas para enfrentar os desdobramentos da crise financeira. E hoje, o presidente do Fed (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, defendeu um novo plano de estímulo à economia.

PUBLIFOLHA: Conheça a obra visionária de Karl Marx e sua influência no mundo moderno; leia capítulo

Além da barba longa e grisalha, é incomum imaginar que o pensador alemão Karl Marx (1818-1883) guarde qualquer outra semelhança com o alquimista francês Nostradamus (1503-1566), conhecido por sua suposta capacidade de vidência. Mas, se o francês entrou para a história como um adivinho místico, o verdadeiro "profeta barbado" para "assuntos terrenos" parece mesmo ser o ateu convicto Karl Marx.
Reprodução
Livro explica a obra de Marx, seus principais conceitos e suas "profecias"
Livro explica a obra de Marx, seus principais conceitos e "profecias"

"O poder de previsão de Marx foi tão grande que o mundo em que vivemos acabou se tornando demasiado semelhante ao das tendências descritas por sua obra", afirma o professor de Teoria da História da USP Jorge Grespan. Ele é autor de "Karl Marx", novo volume da série Folha Explica, no qual apresenta e analisa de forma sintética as principais idéias da obra do autor --incluindo, claro, suas "profecias".

"O surgimento dos conglomerados financeiros e industriais; a irradiação da forma de mercadoria a quase todos os produtos e relações sociais; o predomínio crescente da especulação financeira sobre a criação de valores efetivos --tudo isso está em "O Capital", diz Grespan na introdução do livro, que pode ser lida abaixo.

Para o autor, uma das mais importantes colaborações da obra de Marx é "desmascarar" a noção de que o capitalismo e sua dinâmica social, de simultâneo progresso e destruição, sejam "naturais". "Marx não nega os fenômenos do mercado, das decisões individuais, da liberdade de movimento dos agentes econômicos; mas também não aceita que tais fenômenos sejam simplesmente dados naturais".

Ao explicar Marx e seus conceitos --de alienação, mercadoria, capital, a perspectiva dialética do capitalismo, o fetichismo, a ideologia, a crise e a revolução-- Grespan faz entender o dinheiro, o capitalismo e as relações sociais. O livro traz ainda uma cronologia sintética dos principais eventos da vida de Karl Marx e bibliografia das principais obras de Marx e sobre Marx publicadas em português.

Leia abaixo a introdução de "Karl Marx".

Crise financeira colabora para redução da dívida pública no Brasil, diz Meirelles

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje (20), em São Paulo, que a crise financeira internacional tem colaborado para a redução da dívida pública no Brasil.

Segundo ele, apesar das turbulências comprometerem o crédito e o comércio exterior, a crise causou a alta na cotação do dólar, o que reduziu a relação dívida/PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país).

"O Tesouro Nacional é um credor em dólares, o que faz com que ocorra uma redução na relação dívida/PIB com depreciação do real, ao contrário do que ocorria no passado. Isso faz com que as contas públicas sejam um estabilizador da crise", disse, ao participar da cerimônia de posse da diretoria da Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento).

De acordo com Meirelles, a cada 10% de depreciação do real, a relação dívida/PIB cai 1,1 ponto percentual.

Preço do petróleo sobe com expectativa de corte na produção

Produção de petróleo no Brasil foi recorde em setembro, diz Petrobras Bolsas dos EUA saltam com busca de ações baratas e petróleo Petrobras adia divulgação do plano de investimentos para o fim do ano.

Os preços do petróleo continuaram sua recuperação nesta segunda-feira (20), num mercado que já antecipa uma redução de mais de um milhão de barris diários na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) até o final da semana.

Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril do tipo WTI para entrega em novembro fechou cotado a US$ 74,25, uma alta de US$ 2,40 em relação a sexta-feira. Em Londres, o barril de Brent para entrega em dezembro ganhou US$ 2,43, encerrando a US$ 72,03.

Recuperação

Após ter caído abaixo dos US$ 70 na semana passada --pela primeira vez desde agosto de 2007 --e recuperado US$ 2 na sexta-feira, os preços confirmaram a tendência de recuperação.

"Está bastante claro, a ameaça de uma redução da produção da Opep em sua reunião" elevou os preços, explicou James Williams, da WRTG Energy, referindo-se à Opep.

O cartel petroleiro convocou uma reunião de emergência em Viena para sexta-feira, após a vertiginosa queda dos preços, que perderam mais da metade de seu valor em comparação ao recorde alcançado em julho, de US$ 147.

"Os operadores temiam que os apelos por uma redução da produção se fortalecessem, e tiveram razão", estimou Mike Fitzpatrick, da MF Global.

Redução importante

No sábado, o ministro de Energia argelino e presidente em exercício da Opep Chakib Khelil declarou que "haverá uma redução da produção" que deve ser "importante".

"Se a redução da produção de petróleo tiver que ser de 1,5 milhão de barris diários, será de 1,5 milhão de barris, se tiver que ser de 2 milhões de barris diários, então será de 2 milhões de barris", indicou Khelil.

O representante do Irã na Opep disse que o cartel também pode decidir por uma redução de pelo menos um milhão de barris diários "em uma primeira etapa".

A Líbia, por sua vez, declarou-se favorável a uma redução de mais de um milhão de barris diários. A Arábia Saudita, líder de fato do cartel, não divulgou sua posição a respeito da redução.

População de robôs deve triplicar em quatro anos, informa estudo

A quantidade de robôs em operação atingiu no ano passado 6,5 milhões de unidades no mundo, mas um estudo divulgado semana passada pela IFR (Federação Internacional de Robótica, na sigla em inglês) aponta que esse número deve chegar a 18,2 milhões em 2011.

Segundo o departamento de estatística da IFR, responsável pela produção de um anuário para o setor, em 2007 existiam cerca de 1 milhão de robôs industriais e outros 5,5 milhões de máquinas fazendo serviços em fábricas, hospitais, residências, prédios públicos, no fundo do mar, em subsolos, no campo, no ar e até no espaço.

"Até o final de 2011 mais de 17 milhões de robôs de serviços e 1,2 milhões de robôs industriais irão povoar o mundo", afirma a publicação.

O levantamento apontou que o mercado de robôs industriais no mundo cresceu 3% no ano passado, com a instalação de 114.365 novos equipamentos. Mas a expansão atingiu 11% quando analisado o valor desse mercado, que chegou em US$ 6 bilhões sem considerar custos com software e engenharia de sistemas e periféricos. Segundo a IFR, o valor real dos sistemas robóticos em 2007 pode ser estimado em US$ 18 bilhões.
Itsuo Inouye/AP
Estudo aponta que população de robôs deve atingir 18,2 milhões de unidades em 2011
Estudo aponta que população de robôs deve atingir 18,2 milhões de unidades em 2011

O anuário do setor aponta que o Japão é o país com maior quantidade robôs por trabalhador na indústria de transformação. Segundo o estudo, no país oriental eram 310 robôs para cada 10.000 empregados no ano passado.

"Embora tenha de ser levado em conta que o estoque operacional em até certo ponto inclui todos os tipos de robôs, o Japão é de longe o país mais automatizado do mundo", afirma a IFR.

Expansão

Apesar de crise econômica internacional ter reduzido o ímpeto do crescimento de investimentos na indústria de transformação, a previsão é que o setor de robôs no mundo feche 2008 com expansão de 4%. De acordo com a IFR, a crise deve ainda afetar o crescimento no próximo ano e também 2010.

"Mas nós não prevemos uma queda acentuada. Por quê? Robôs industriais são um componente fundamental para automatizar processos", explica a entidade. Para o setor, as máquinas aumentam a produtividade, reduzem empregos tediosos e perigosos, atende a regulamentação ambiental, entre outros benefícios.

A IFR prevê que, apesar da crise, os investimentos nos mercados emergentes "vão continuar acelerados" e uma "forte recuperação global deve acontecer, no mais tardar, em 2011".

Um dos segmentos que pode ter forte crescimento, segundo o estudo, é a produção de robôs humanóides, principalmente, os voltados para brinquedos e hobby.

Bolsas de Nova York fecham com forte alta confiantes na normalização do crédito

A Bolsa de Nova York terminou em forte alta nesta segunda-feira, influenciada pela confiança com o desbloqueio do mercado de créditos e pela perspectiva de um eventual segundo plano de reativação econômica nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones Industrial Average (DJIA) fechou com alta de 4,61%, aos 9.260,09 pontos, O mercado Nasdaq, das empresas de tecnologia e internet, subiu 3,43%, aos 1.770,03 pontos, enquanto o S&P 500 teve alta de 4,73%, aos 985,02 pontos.

"O Dow Jones e o Nasdaq conservaram fortes lucros diante de sinais de distensão do crédito e da esperança de que os consumidores americanos possam se beneficiar de outro plano de reativação econômica", explicou Al Goldman, da Wachovia Securities.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, se mostrou hoje favorável a um segundo plano de estímulo fiscal para relançar a economia. Segundo ele, a perspectiva para a economia dos EUA é de que "permaneça fraca por diversos trimestres", com o "risco de uma desaceleração acentuada".
Mark Lennihan/AP
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia

A idéia já havia sido sugerida pela presidente da Câmara, Nancy Pelosi, no início deste mês. Ela disse que o país precisa de um novo pacote de estímulo à economia, de US$ 150 bilhões, aos moldes do que foi aprovado em fevereiro deste ano, de US$ 168 bilhões.

Além disso, os investidores se animaram com uma perspectiva de melhora no mercado de crédito, depois das iniciativas tomadas pelos governos de diversos países para financiar os bancos e seus mercados.

A redução nos juros interbancários foi vista como um sinal de confiança voltando ao sistema bancário. Com isso, os mercados de crédito podem retornar a seu ritmo normal aos poucos, o que significaria uma restauração dos níveis de empréstimos e financiamentos, reativando a economia americana. A taxa Libor (taxa de juros interbancários internacional) caiu para 4,06%.

A escassez de crédito devido ao temor dos bancos quanto aos riscos de inadimplência foi o fator que provocou perdas acentuadas nas últimas sessões. Na semana passada, a volatilidade foi tanta em Wall Street que, com poucos dias de diferença, o Dow Jones variou da pior queda em 21 anos (7,87%) para o maior ganho em pontos já visto (936,42 pontos).

Hoje também o Fed pediu às instituições financeiras americanas que participem dos programas do governo federal para reforçar o sistema financeiro do país e restaurar a circulação normal de crédito. O apelo vem quase uma semana depois de o presidente americano, George W. Bush, ter anunciado o uso de US$ 250 bilhões para comprar ações de bancos.

"As agências reguladoras encorajam todas as instituições a utilizarem o Programa de Compra de Capital, do Departamento do Tesouro, e o Programa Temporário de Garantia de Liquidez, da FDIC [órgão garantidor dos depósitos bancários nos EUA]", diz o comunicado do Fed. A data limite para participar do programa é 14 de novembro.

Nove instituições financeiras já aceitaram participar do programa do Tesouro, lembra o comunicado. Os nove bancos seriam: seriam Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Bank of New York Mellon, State Street e Merrill Lynch. "Encorajamos outras instituições a tirar vantagem dos benefícios do Programa de Compra de Capital", diz o comunicado.

França anuncia injeção de 10,5 bilhões de euros em bancos

O governo francês vai injetar mais 10,5 bilhões de euros nos seis principais bancos privados do país até o final do ano, anunciou nesta segunda-feira (2) a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde.

Os beneficiários são Crédit Agricole (3 bilhões de euros), BNP Paribas (2,55 bilhões de euros), Societé Générale (1,7 bilhão de euros), Crédit Mutuel (1,2 bilhão de euros), Caisse d'Epargne (1,1 bilhão) e Banque Populaire (950 milhões de euros), precisou a ministra.

Lagarde disse que esta medida é indispensável para que os bancos possam "financiar corretamente a economia", isto é, continuar concedendo créditos em tempos de crise e falta de liquidez.

Falta de capital

A ministra fez o anúncio à imprensa depois de se reunir com a direção das entidades. Também presente, o governador do Banco da França, Christian Noyer, negou que os bancos franceses estejam com falta de capital.

O governo anunciou semana passada um plano de apoio aos bancos que incluía 40 bilhões de euros para reforçar o capital das instituições que pedissem pela ajuda.

A medida da França se segue a medidas semelhantes já adotadas por outros países, tanto na Europa (hoje a Suécia anunciou mais dinheiro) como em outros continentes. No total, as ajudas já oferecidas para resgatar os setores financeiros de países europeus como Alemanha, França e Reino Unido já passam de US$ 2 trilhões.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados da Alemanha aprovou um pacote de resgate de 500 bilhões de euros (US$ 670 bilhões) preparado pelo governo para ajudar os bancos do país contra a crise financeira.

No fim de semana, o governo da Coréia do Sul anunciou uma ajuda de US$ 100 bilhões para ajudar os bancos locais a pagarem as dívidas que contraírem em moeda estrangeira. Outros US$ 30 bilhões serão liberados pelo governo como forma de reforçar as reservas dos bancos.

Também na semana passada, representantes dos 15 países do Eurogrupo (que reúne ministros das Finanças dos países da zona do euro) se comprometeram a elaborar planos de apoio a seus setores financeiros e a garantir a estabilidade de bancos com problemas. O Reino Unido -- que, como a Suécia, não faz parte da zona do euro, também já lançou uma iniciativa semelhante.

Funcionários e bancos negociam, mas greve completa duas semanas nesta terça

Os bancários de São Paulo decidiram, em assembléia realizada nesta segunda-feira, continuar a greve que entra no 14º dia nesta terça-feira. O Sindicato dos Bancários informou que permanece em negociação com representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

"Os bancários não querem sair da greve sem que haja uma proposta que corresponda às reivindicações da categoria. Nossa expectativa é arrancar na mesa de negociação aumento real e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maiores", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

De acordo com balanço do sindicato dos primeiros 13 dias de greve, a adesão ao protesto manteve-se nos mesmos patamares da última sexta-feira, com cerca de 13 mil bancários paralisados em 400 locais de trabalho --agências bancárias, além de centros administrativos do Banco do Brasil e da Caixa Federal.

No final da semana passada os sindicalistas rejeitaram a última proposta dos bancos, que prevê reajuste de 9% para os salários até R$ 1.500 e 7,5% para quem ganha acima desse valor.

Para o vale-refeição, o vale-alimentação e o auxílio-creche/babá o reajuste proposto foi de 7,5%, abaixo do reivindicado pelos grevistas.

Em relação à PLR, os bancos propuseram manter a mesma formulação de regra básica (80% do salário mais valor fixo de R$ 957,02 já corrigido pelos 9%). O valor adicional à PLR, de acordo com variação do crescimento do lucro, poderá chegar, corrigido pelos 9%, a R$ 1.962.

Os bancários reclamam, no entanto, que só pagam valor adicional neste ano os bancos cujos lucros cresceram pelo menos 15%, o que excluiria a maior parte dos bancários.

Dinheiro Comunicar errosComunicar erros Enviar por e-mailEnviar por e-mail ImprimirImprimir 20/10/2008 - 20h35 Positivo registra alta de 41% nas venda

A Positivo Informática informou nesta segunda-feira que registrou alta de 41,5% no volume de vendas de PCs no terceiro trimestre de ano, na comparação com o mesmo período de 2007. Foram 437,3 mil computadores.

A empresa destacou a venda de notebooks no terceiro trimestre. Foram 142.181 unidades comercializadas, que representa um crescimento de 170% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os desktops registraram venda de 295.111 unidades, alta de 15% na mesma comparação.

A empresa informou que registrou venda recorde no mercado de governo, com 110,7 mil PCs entregues no terceiro trimestre de 2008, um aumento de 367,8% em relação ao mesmo intervalo de 2007.

A empresa informou que ainda em 2008, o MEC (Ministro da Educação e Cultura) licitará um total de cerca de 300 mil computadores para escolas e suas áreas administrativas, para entrega em 2009. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também anunciou que licitará cerca de 150 mil notebooks (ou ultraportáteis) para o Censo de 2010.

No mercado corporativo, a divisão para empresas apresentou vendas de 23,5 mil PCs, crescimento de 159,1% em comparação com o mesmo período de 2007. Já no varejo --principal canal de vendas da Positivo-- foram comercializados 303 mil computadores.

Ainda de acordo com a empresa, a receita bruta totalizou R$ 607,6 milhões no terceiro trimestre, aumento de 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos primeiros nove meses de 2008, a receita bruta superou R$ 1,6 bilhão, representando crescimento de 17% na comparação com o mesmo período de 2007. A receita líquida totalizou R$ 525,7 milhões, aumento de 36,1% na mesma comparação.

Considerando os primeiros nove meses de 2008, a receita líquida superou R$ 1,4 bilhão, representando crescimento de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

PUBLIFOLHA: Professor Pasquale ensina português em livros a partir de R$ 4,90

"Remedia" ou "Remedeia"? Qual a composição que acompanha o verbo "responder"? O que está errado na frase "O time perdeu bastante oportunidades"? Para quem quer responder a estas e outras questões da língua portuguesa sem titubear, a Publifolha traz os livros do professor Pasquale Cipro Neto e --o melhor-- todos com um preço especial.

Veja abaixo os livros do professor Pasquale:
Reprodução

A coleção "Português no Dia-a-Dia com o Professor Pasquale" é composta por quatro volumes que trazem uma seleção dos artigos de Pasquale Cipro Neto publicados no jornal Folha de S.Paulo. Mensagens publicitárias, textos jornalísticos, letras da música popular brasileira e trechos de textos de grandes escritores constituem o ponto de partida para bem-humoradas e objetivas análises da língua portuguesa. Os livros foram editados em 2004.

* "Português no Dia-a-Dia com o Professor Pasquale 1" esclarece, em 46 textos curtos e diretos, as principais dúvidas sobre os verbos, como "o certo é desculpa ou desculpe?", "maquia ou maqueia" e "o verbo e o 'se'". De R$ 9,90 por R$ 4,90.

* "Português no Dia-a-Dia com o Professor Pasquale 2" trata das principais dúvidas sobre acentuação, ortografia, formação de palavras e gentílicos. De R$ 9,90 por R$ 4,90.

* "Português no Dia-a-Dia com o Professor Pasquale 3" elucida, de forma clara e objetiva, as principais questões sobre pontuação, palavras cognatas/falsos cognatos, figuras de linguagem e vícios de linguagem. De R$ 9,90 por R$ 4,90.

* "Português no Dia-a-Dia com o Professor Pasquale 4" - com mais de 40 textos curtos e diretos, o quarto volume trata das principais dúvidas sobre adjetivos, artigos, pronomes, preposições, concordância e ambigüidade. De R$ 9,90 por R$ 4,90.

Reprodução

* "Acentuação" - De forma leve e clara, este volume da série Português com o professor Pasquale mostra como funcionam as regras de acentuação da nossa língua e para que elas servem. O livro foi editado em 1999. De R$ 19,90 por R$ 7,90. Veja como aplicar as regras de acentuação.

* "Ortografia" - Neste livro, o professor Pasquale tira as dúvidas mais comuns sobre os problemas de ortografia usando canções, anúncios e até placas. Formato prático, ideal para consultas rápidas. A edição é de 1999. De R$ 19,90 por R$ 7,90. Veja quais palavras se escrevem com g ou com j

* "Concordância Nominal" - 'O time perdeu bastante oportunidades´; ´É proibido a entrada´; ´O candidato deve estar quites com as obrigações militares´. Algum problema de concordância nessas frases? Sim! Muitos! Quer saber quais são? O propósito deste volume da série Português com o professor Pasquale é justamente este - mostrar, de forma leve e clara, muitos dos casos mais importantes de concordância nominal da nossa língua portuguesa. De R$ 19,90 por R$ 9,90. Veja como evitar erros de concordância nominal

* "Concordância Verbal" - O propósito deste volume da série Português com o professor Pasquale é mostrar, de forma leve e clara, os casos mais importantes de concordância verbal da nossa língua portuguesa. De R$ 19,90 por R$ 9,90. Aprenda regras e evite erros ao conjugar o verbo haver

* "Regência Verbal e Nominal" - O livro esclarece como e em quais situações as preposições devem ser usadas para acompanhar palavras como 'chegar', 'proceder', 'responder', entre outras, e apresenta vários casos de regência verbal e nominal. De R$ 19,90 por R$ 9,90.

* "Verbos" - 'Remedia' ou 'remedeia'? 'Se você rever meu primo' ou 'se você revir meu primo'? A conjugação dos verbos muitas vezes apresenta surpresas e é necessário conhecer alguns mecanismos de conjugação, entender a relação entre tempos primitivos e derivados, descobrir o valor de cada modo verbal. Estas são as propostas contidas neste livro: esclarecer os sistemas de conjugação dos verbos da nossa língua portuguesa. De R$ 19,90 por R$ 9,90. Aprenda a conjugar verbos irregulares

PUBLIFOLHA: Aprenda a usar as novas regras ortográficas da língua portuguesa, com livro do Instituto Houaiss

A partir de 2009, o português escrito no Brasil passa a seguir as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado também por Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Será o primeiro país a adotar oficialmente a nova grafia, que será obrigatória em documentos oficiais e para a mídia. No ensino público, as regras começam a ser implementadas em 2010 e até 2012 as novas regras serão adotadas para todas as séries.

Divulgação
Livro mostra como usar as regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa -
Livro mostra como usar as regras do novo acordo ortográfico

O livro "Escrevendo Pela Nova Ortografia" inaugura uma importante parceria entre a Publifolha e o Instituto Antônio Houaiss, uma das mais importantes instituições ligadas à língua portuguesa no Brasil.

O título esclarece as principais dúvidas e trata das principais questões do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, como acentuação, trema, hífens, uso do "h", grafia de nomes próprios estrangeiros, entre outras. Traz informações essenciais para todas as pessoas --de estudantes a profissionais--, que usam qualquer forma escrita da língua portuguesa.

"Este livro pretende ser um guia para acabar com as dúvidas referentes às novas normas ortográficas. Ele não só as expõe de forma muito elucidativa e didática (mérito de Antônio Houaiss), contrastando regras e exemplos segundo a norma atual e a futura, mas ainda apresenta com bastante minúcia os resultados das novas regras relativas ao uso do hífen", afirma José Carlos de Azeredo, coordenador do livro.

Com uma versão concisa e simplificada do Acordo, o livro apresenta um capítulo inteiro que explica as novas regras em 21 tópicos que mais possam interessar ao leitor e aos professores de português, além de contar com um quadro-resumo que mostra de forma fácil as principais mudanças ortográficas. O título reproduz também o texto do acordo na íntegra, com observações e explicações.

O título também traça uma breve história da língua portuguesa e o percurso da ortografia do idioma, além de fazer considerações sobre a função social de uma língua e sobre variação lingüística e uniformização ortográfica.

Os Autores

Antônio Houaiss (1915-1999) foi filólogo, diplomata, fez crítica textual e foi o principal negociador brasileiro do Acordo Ortográfico, firmado em 1990 pela comunidade de nações lusofônicas. Foi também ministro da Cultura e presidente da Academia Brasileira de Letras. Grande estudioso da língua portuguesa, foi editor-chefe de duas enciclopédias e é um dos autores do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Entre diversos outros livros, escreveu Sugestões Para Uma Política da Língua (Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1960) e Elementos de Bibliologia (Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1967). Traduziu para o português Ulisses, de James Joyce.

José Carlos Santos de Azeredo é doutor em letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde lecionou língua portuguesa de 1970 a 1996. Hoje, é professor adjunto do Instituto de Letras da UERJ. É autor de Iniciação à Sintaxe do Português (1990), Fundamentos de Gramática do Português (2000) e de Ensino de Português: Fundamentos, Percursos e Objetos (2007), todos publicados por J.Zahar Editor.

Livro explica mudanças que marketing eleitoral trouxe às eleições; leia capítulo

É verdadeira a noção de que os marqueteiros são capazes de "fazer e desfazer" uma eleição? No Brasil, os esforços de marketing são realmente capazes de influenciar a opinião pública e determinar o resultado de uma votação?
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Livro explica as origens e analisa o impacto do marketing eleitoral
Livro explica as origens e analisa o impacto do marketing eleitoral

Essas questões são analisadas no livro "O Marketing Eleitoral", do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, mestre em comunicação pela Michigan State University (EUA), livre-docente pela ECA-USP, ex-correspondente da Folha em Washington e atual ombudsman do jornal.

Segundo o autor, que pesquisa o assunto desde 1975, o marketing eleitoral no Brasil é, no que se refere às técnicas que emprega, um dos mais avançados do mundo. Mas Silva defende a tese de que o marketing eleitoral não é fundamental nem prioritário na decisão do eleitor pelo seu candidato. O capítulo de introdução do livro pode ser lido abaixo.

"O Marketing Eleitoral" integra a coleção "Folha Explica", que ambiciona explicar assuntos relevantes em um contexto brasileiro e oferecer ao leitor condições para que fique bem informado e possa refletir sobre os temas a partir de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país. O livro está à venda no site da Publifolha.

Leia abaixo o primeiro capítulo de "O Marketing Eleitoral"

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INTRODUÇÃO

Nos 17 anos que se seguiram à primeira eleição de governadores de estado pelo sufrágio universal após o golpe militar de 1964, a importância atribuída pela opinião pública ao que se convencionou chamar de 'marketing político' só cresceu no Brasil.

Entre 1965 (quando a vitória da oposição ao novo regime na Guanabara e em Minas Gerais, dois num total de 11 estados, justificou o fim das eleições diretas para governos estaduais por quase duas décadas) e 1982, os principais cargos eletivos do Poder Executivo (presidente da República, governadores de estado e prefeitos de capitais e cidades de áreas de 'segurança nacional') foram preenchidos por nomeação militar referendada por colégios eleitorais sem representatividade nem legitimidade; nos pleitos para vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, as restrições impostas ao livre acesso do candidato a seus eleitores via meios de comunicação eram tamanhas que não se podia falar de algo remotamente similar a marketing político no sentido atual.

Antes do movimento que depôs o presidente João Goulart, os meios de comunicação de massa --em especial a televisão-- ainda não tinham atingido universalmente o país como aconteceria dos anos 1970 em diante, circunstância que também impedia chamar de marketing político as atividades então exercidas para atrair eleitores, ao menos do modo que o conceito é atualmente entendido.

Como será visto adiante, isso não significa que até 1982 não se tivessem feito no Brasil esforços conscientes para influenciar a opinião pública em favor de pessoas, idéias ou organizações atuantes na vida política - uma das definições possíveis de marketing político, que ocorria por meios diferentes dos atuais, não tinha a denominação de agora nem merecia tanta proeminência como atualmente. Mas existia.

O objetivo deste trabalho é rever a literatura disponível sobre o assunto, discutir o conceito e os modos de que ele vem sendo empregado, em especial no Brasil, descrever a evolução histórica das atividades que o definem e desafiar crenças correntes, como a de que a sua prática faz da democracia representativa uma farsa ou a de que o especialista em marketing é capaz de 'fazer e desfazer' uma eleição. Na conclusão, o autor se permite expressar algumas opiniões individuais, fundamentadas nas evidências expostas.

As convicções sobre o poder incomensurável do marketing estão de tal forma disseminadas que influentes jornalistas chegam a sugerir --com sarcasmo, mas também um quê de seriedade-- o lançamento de candidaturas de especialistas em comunicação para funções públicas: 'chega de intermediários, um marqueteiro no Planalto'.1

Não que o marketing político seja irrelevante. Se, por estimativas conservadoras, o processo eleitoral consome, num ano como o de 2002 (em que presidente, governadores e integrantes do Congresso e das Assembléias Legislativas são escolhidos), quantias que vão de 0,5% a 1% do PIB, e se a quase totalidade desse dinheiro é gasta em atividades de marketing, é porque elas devem ter algum papel na definição dos resultados.

Mas também é provável que no Brasil se esteja dando a elas mais importância do que mereçam. É do interesse do próprio profissional da área supervalorizar sua capacidade de definir o resultado das urnas. Embora muitos marqueteiros neguem, em público, a condição de magos que lhes vem sendo conferida, é evidente que ela beneficia seus negócios. Também é do interesse do eleitor atribuir a outrem a responsabilidade por eventuais erros de decisão, quando um eleito se revela, no poder, incompetente ou corrupto. Portanto, atribuir ao marketing político mais influência do que tem é conveniente tanto para o marqueteiro (que assim valoriza o seu trabalho) quanto para o cidadão (que assim tem à mão um convincente bode expiatório sempre que a ocasião o exija).

O cientista político David Samuels, da Universidade de Minnesota, concluiu em estudo ainda inédito que a campanha para eleger um presidente brasileiro --em números absolutos-- custa mais do que a de um presidente americano. Por exemplo, Fernando Henrique Cardoso gastou em 1994 US$ 41 milhões, e Bill Clinton em 1992, US$ 43 milhões (mas no Brasil o principal item de custos da campanha americana - compra de espaço publicitário em rádio e TV - é gratuito; portanto, FHC gastou bem mais do que Clinton).2 É bastante possível que nos EUA, onde o marketing político tem muito mais tradição e é muito mais estudado do que aqui, e onde o princípio cultural de conhecer bem a relação custo/benefício e obedecê-la antes de fazer investimento é quase axiomática, as verbas com marketing sejam gastas com mais discernimento do que no Brasil.

No entanto, as largas quantias despendidas nessas atividades em qualquer país onde se realizam eleições são indicativas de um grande poder, pelo menos presumido. Ninguém em sã consciência rasga dinheiro. As hipóteses que aqui se pretende demonstrar como corretas são que esse poder do marketing político não é tão absoluto como muitos supõem, que seu efeito corruptor no processo eleitoral não é necessariamente maior nem pior do que o de outras práticas realizadas no passado (e ainda atualmente) e que o cidadão eleitor não é tão manipulável pelas técnicas de propaganda política quanto parece ser presa fácil (e não o é necessariamente) das de publicidade comercial.

Ao menos nas sociedades complexas contemporâneas, não há eleição pura e perfeita, livre de influências espúrias. Como argumenta Otavio Frias Filho: 'Qualquer pessoa informada sabe que o eleitorado só decide nominalmente na democracia, aqui ou onde for. Na realidade, e nem poderia ser diferente, o sistema político oferece ao eleitor um cardápio pronto. Seu direito de opção é a seguir manietado por influências poderosas como o peso da máquina e sobretudo o poder do dinheiro ilícito'.3 No Brasil, a apuração com o bico-de-pena, o 'eleitor-fósforo', o voto de cabresto, o curral eleitoral, o votante-fantasma provavelmente tiveram (e práticas comparáveis talvez ainda tenham) papel mais preponderante do que as atuais pesquisas de intenção de voto, programas e anúncios de rádio e TV e outdoors de campanha. Nos EUA, modelo --por merecimento indiscutível - de sociedade com sistema de democracia representativa, não é preciso buscar pleitos longe no passado (basta examinar o de 2000, que pôs George W. Bush na Casa Branca)4 para descobrir situações em que a legitimidade das eleições mais importantes do país - e do mundo - é colocada em dúvida sem grande esforço.

Se não pode tanto quanto se crê, quanto pode o marketing político? O marketing, segundo o psicólogo Curtis P. Haugtvedt, da Ohio State University, é um conjunto de esforços concebidos para 'criar, manter ou aumentar sentimentos e comportamentos positivos em relação a alguma pessoa, assunto ou objeto'.5 O mesmo autor, que trata do marketing comercial, procura demonstrar a complexidade do processo psicossocial que leva o consumidor a escolher um dentre muitos produtos de um mesmo gênero. Além de milhares de logotipos, faixas, outdoors, peças publicitárias em rádio, TV e cinema, malas diretas, telemarketing, merchandising em obras de ficção no cinema e na TV, há uma infinidade de motivações e valores individuais, criados e nutridos nos grupos sociais primários, e influências interpessoais cujo peso relativo na decisão final do comprador é quase impossível estimar com mínima precisão. Grupos de pessoas, ou mesmo cada uma delas isoladamente, podem buscar os mais diversos atributos num só produto ou preferi-lo por diversas razões, às vezes bastante racionais, outras vezes absolutamente aleatórias.

Um dos muitos lugares-comuns empregados para atacar o marketing político é a suposição de que ele transforma o candidato em sabonete. Essa acusação subestima até o mais baixo ponto a capacidade de raciocinar do cidadão. Apenas uma pessoa imbecilizada escolheria um governante com os mesmos critérios com que elege a marca de seu sabonete.

Os eleitores brasileiros já deram mostras suficientes de que não se deixam iludir com facilidade, e a ciência política nacional já produziu literatura suficiente para demonstrar que o comportamento eleitoral dos brasileiros por região, estrato social e outras variáveis demográficas, econômicas, ideológicas, geográficas e sociais é consistente e, até certo ponto, previsível, garantidas as 'condições normais de temperatura e pressão'.

Para não gastar muito espaço com exemplos, basta lembrar as duas vitórias de Leonel Brizola para o governo do Rio de Janeiro (em 1982 e 1990), apesar do empenho obstinado de quase todos os meios de comunicação de massa importantes naquele estado e do pequeno tempo de que seu partido dispunha no horário eleitoral gratuito comparado com o de seus principais adversários (sem contar o estilo retórico antiquado, quase arcaico em termos de marketing político, do candidato em sua campanha, inclusive a televisiva).

A eleição de Fernando Collor de Mello para a Presidência da República em 1989 é com freqüência citada como prova de que um candidato vazio de substância e de representatividade social pode ser construído como puro produto de marketing e acabar eleito para o mais alto cargo da nação. Como este autor procurou demonstrar em outro trabalho,6 não foi isso o que realmente aconteceu.

Collor, de fato, valeu-se dos dispositivos legais que garantem tempo na TV e rádio a qualquer legenda partidária (mesmo as ostensivamente criadas para serem alugadas) --pretensamente democráticos, mas de fato demagógicos e deletérios aos interesses nacionais--, para aparecer em três programas eleitorais gratuitos destinados a partidos de conveniência dos quais se apropriara (PRN, PTR e PSC). Entre 30 de março e 18 de maio de 1989, ele apareceu na TV em apresentações indiscutivelmente bem concebidas e realizadas, e conseguiu pular nas pesquisas de intenção de voto de virtual zero para 40%.

Não há dúvida de que esses produtos de marketing contribuíram grandemente para a eventual vitória de Collor. No entanto, se as propostas do então governador de Alagoas não tivessem correspondido às expectativas do grosso do eleitorado, ele poderia ter aparecido dezenas de vezes mais na TV sem que isso resultasse em ganho eleitoral.

O personagem --desconhecido, carismático e com discurso anti-establishment-- ganhou súbita notoriedade. E, como a literatura sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa comprova há pelo menos cinco décadas, quanto mais um assunto é ignorado pelo público, maior a possibilidade de as pessoas, num primeiro momento, se deixarem convencer por aquilo que os meios dizem a seu respeito.

Depois que Collor se tornou mais conhecido, o efeito positivo de sua imagem como alguém novo diminuiu; seu índice nas pesquisas de intenção de voto despencou. A partir de 15 de setembro, quando os 22 candidatos presidenciais passaram a aparecer no rádio e na TV com tempo proporcional à bancada de seus partidos no Congresso, as intenções de voto em Collor caíram do patamar anterior para níveis compatíveis com sua expressão política.

Se tempo de exposição na TV e no rádio ganhasse eleição, Ulysses Guimarães (PMDB), com mais que o dobro de minutos diários de mídia eletrônica que Collor e Lula juntos, deveria ter acabado pelo menos como um dos finalistas no segundo turno. Supostamente ao lado de Aureliano Chaves (PFL), que tinha mais de 60% mais que o tempo colocado à disposição de Collor e Lula. A campanha de marketing de Ulysses gastou 13 vezes mais em recursos que a de Collor e 100 vezes mais que a de Lula. No entanto, Ulysses terminou em sétimo lugar, com 4,4% dos votos, e Aureliano em nono, com 0,83%. Para a fase final, foram os candidatos do PT (16%) e do PRN (28,5%).

Seu êxito se deveu menos ao marketing e mais ao conteúdo da mensagem que eles, sincera ou hipocritamente, passavam: de oposição ao estado de coisas vigente, de novidade, de reforma social. O que definiu a vitória de Collor pode ter sido o preconceito de classe, o fraco desempenho de Lula no segundo debate entre os dois (talvez causado pelo abalo psicológico que a revelação do caso Lurian --sua filha de uma relação fora do casamento-- lhe causara), o conservadorismo e a despolitização da maioria do eleitorado, a identificação entre muitos eleitores com a bandeira anticorrupção tão brandida pelo candidato do PRN, sua simples e ostensiva demagogia, a 'onda conservadora' pelo mundo afora (comandada por Thatcher e Reagan). Ou todos esses fatores (e ainda outros) juntos. Inclusive a eficiente campanha de marketing político que lhe prepararam seus assessores.

Com certeza, no entanto, não foi a novela "Que Rei Sou Eu?", que muitos críticos adeptos de teorias conspiratórias enxergaram como apoio sub-reptício à sua campanha. Nem a simpatia pela candidatura Collor de vários veículos de comunicação de massa. Nem a qualidade telegênica dos seus programas eleitorais. O mundo da política é muito mais complexo do que a teoria segundo a qual marketing é uma atividade mágica que decide eleições. Este é o cerne da tese que se vai tentar comprovar nas próximas páginas.

1. Elio Gaspari, 'Nizan Guanaes Para Presidente'. Folha de S.Paulo, 19/12/2001.
2. Apud Carolina Juliano e Cristina R. Durán, 'As Cédulas da Eleição Eletrônica'. Valor Econômico, 25/1/2002.
3. Otavio Frias Filho, 'Enquanto É Tempo'. Folha de S.Paulo, 14/3/2002.
4. A eleição presidencial de 2000 foi a mais conturbada da história dos EUA. Seu resultado só foi definido 36 dias depois do pleito e como resultado de intensa luta judicial, resolvida pela Suprema Corte do país (cinco votos a quatro), a respeito da validade de algumas dezenas de milhares de cédulas eleitorais no estado da Flórida. Os dois candidatos - George W. Bush e Al Gore - trocaram acusações de fraude em diversos distritos eleitorais da Flórida e em outros estados.
5. Curtis P. Haugtvedt, 'What Do People Really Want?'. Future, 1 (2001); p. 17-8. Todas as traduções citadas no texto são de minha autoria, exceto quando indicado.
6. Carlos Eduardo Lins da Silva. 'The Brazilian Case: Manipulation by the Media?'. Em: Thomas E. Skidmore (ed.), Television, Politics and the Transition to Democracy in Latin America. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1993; p. 138-44.

Kassab diz que Serra fez registro "correto e oportuno" do confronto entre polícias

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), saiu nesta segunda-feira em defesa do governador José Serra (PSDB) e disse que ele fez um "registro correto" sobre a participação de líderes sindicais e integrantes do PT no confronto entre policiais civis e militares, na semana passada. O protesto dos grevistas, que aconteceu próximo ao Palácio Bandeirantes, acabou em violência , com 29 pessoas feridas. Na ocasião, Serra acusou o PT de usar a greve para influenciar a disputa eleitoral na cidade.
Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
Kassab e o secretário de Transportes vistoriam obras do Expresso Tiradentes
Kassab e o secretário de Transportes vistoriam obras do Expresso Tiradentes

Questionado se o governador não teria sido imprudente ao atacar o PT, Kassab disse que Serra fez apenas uma constatação e lembrou a presença, no confronto, do deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, e do deputado estadual Roberto Felício (PT). "Serra fez um registro, que foi observado por toda a imprensa, e que foi correto e oportuno", afirmou.

As declarações do governador provocaram uma reação imediata do PT. Em campanha em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governador cometeu uma "heresia" ao afirmar que o confronto teve motivação política. O deputado Paulinho da Força também rebateu as críticas e disse que o confronto foi provocado pela falta de diálogo.

Apesar de defender a avaliação de Serra, Kassab disse não acreditar que a greve da Polícia Civil esteja sendo usada de forma eleitoreira. Segundo ele, isso seria uma falta de espírito público por parte da campanha adversária. "Tenho dito que é muito difícil para o paulistano entender que alguém queira tirar proveito de uma crise [...]. Acredito que faltaria espírito público a qualquer candidatura que tenha como base uma crise desta dimensão", disse.

Em resposta às declarações do prefeito, o deputado estadual Roberto Felício, líder do PT na Assembléia Legislativa, afirmou que vai entrar com ação de injúria e difamação contra Kassab. Em nota, o deputado disse que Kassab não tem conhecimento sobre o assunto. "Ele está fazendo o que seu chefe mandou. É um simples ventríloquo do governador", disse.

O deputado afirmou ainda acreditar que as declarações do prefeito fazem parte de uma ofensiva do governador José Serra para evitar desgaste político com o episódio, já que Kassab não tem nada a ver com esse fato, que envolve funcionários da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. "O governador teve desgaste político e preparou uma contra-ofensiva. Não organizei greve da Polícia Civil, não fiz proposta de ação política da greve",afirmou.

Pé quente

Ao lado de secretários de governo, o prefeito Gilberto Kassab assinou nesta tarde a ordem de licitação para obras da Praça das Artes e do anexo da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital.

Líder na disputa do segundo turno em São Paulo, segundo pesquisas de intenção de voto, Kassab disse que é "pé quente" e que está animado para o segundo turno. "Acho que no domingo existe muito otimismo, a avaliação do governo é muito boa", disse Kassab, citando pesquisa Datafolha, que mostra 61% dos entrevistados avaliando a atual gestão como boa ou ótima.

O prefeito, no entanto, foi cauteloso e disse que até domingo estará nas ruas para angariar votos. "O eleitor, e isso deve ser dito com muito cuidado, só vai definitivamente se manifestar no dia da eleição. Em respeito ao eleitor, vou me dedicar ao máximo nesta semana na discussão das propostas", afirmou.

Às vésperas das eleições, Gabeira diz ter mudado de opinião sobre atuação de militares na política

O candidato à Prefeitura do Rio Fernando Gabeira (PV), que nos anos 60 participou da luta armada contra a ditadura, se reuniu na noite desta segunda-feira com oficiais reformados do Exército e da Aeronáutica na sede do Clube Militar. O encontro foi classificado como "histórico" pelo deputado e "inusitado" pelo presidente do clube, general da reserva Gilberto Figueiredo.

Gabeira teve uma reunião fechada por cerca de meia hora com o Figueiredo e o segundo vice-presidente, major-brigadeiro Altevo Volotão, entre outros oficiais da reserva e reformados, além do ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Rodrigo Pimentel. O candidato disse ter feito uma exposição da situação do Rio e sugerido o apoio dos militares na área de inteligência contra o crime organizado.

Segundo Gabeira, as posições opostas do passado foram mencionadas "rapidamente". "Estivemos em lados opostos no período da Guerra Fria, mas hoje estamos juntos na vontade de melhorar a situação do Brasil e da cidade. Nós temos pontos em comum, como a vontade de resolver as coisas na prática e uma certa resistência a qualquer tipo de corrupção e desvio de dinheiro público", afirmou.

Gabeira disse ter posição diferente hoje sobre a participação de militares no processo político. "O Exército brasileiro hoje é muito diferente. O Exército amadureceu democraticamente e hoje nós temos uma relação muito mais produtiva e harmônica. No passado estávamos envolvidos na Guerra Fria, e a Guerra Fria acabou, ficou lá no passado. Estamos olhando para frente", disse.

Embora Gabeira tenha dito que o evento ocorreu por um interesse "bilateral", Figueiredo disse que a iniciativa partiu da coordenação de campanha do candidato. "É um encontro meio inusitado, um antigo guerrilheiro sendo recebido no Clube Militar. Está longe de um ato de apoio político, mesmo porque eu nem posso fazer isso. Foi uma visita solicitada pela coordenação de campanha dele e o recebi como faço com todas pessoas que me procuram", disse o general da reserva.

O presidente do Clube Militar reforçou o sentido "simbólico"do encontro. Ele também afirmou que a questão da moralidade pública gera simpatia por Gabeira nos meios militares. "Tenho conversado com pessoas que tem rejeição a ele pelo que representou no passado, mas um grande de número que esteve na luta armada do outro lado do Gabeira diz que vai votar nele", afirmou.

Figueiredo também afirmou que também deverá convidar Eduardo Paes (PMDB) para um encontro semelhante.

Armínio Fraga

Pela manhã, Gabeira encontrou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e disse que, se eleito, vai convidá-lo para presidir o Conselho Administrativo da Prefeitura. O órgão, segundo ele, vai se reunir duas vezes por mês para avaliar as finanças públicas do município.

De acordo com Gabeira, os dois conversaram ainda sobre a crise internacional. Fraga teria avaliado que o mau momento da economia pode afetar investimentos em setores como a construção civil, mas o dólar alto, por outro lado, poderia trazer oportunidades para o turismo.

Amanhã, Gabeira terá um almoço com a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) --que já declarou apoio ao deputado-- e, dentro da estratégia de priorizar a zona oeste no segundo turno, deve passar a noite no bairro de Bangu.

Gabeira ironiza ataques de Paes e diz que adversário tem ciúmes

O candidato do PV à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira, ironizou hoje os ataques do adversário Eduardo Paes (PMDB). Gabeira disse que não mudará o tom de sua campanha para revidar os ataques de Paes, que intensificou as acusações contra o oponente.

BC empresta US$ 1,62 bi para crédito ao exportador em leilão

O Banco Central realizou um leilão de empréstimo de dólares no valor de US$ 1,62 bilhão nesta segunda-feira. Trata-se da primeira operação dentro das novas regras que obrigam as instituições a usarem o dinheiro para financiar os exportadores e importadores brasileiros.

Ao todo, o BC ofertou US$ 2 bilhões, mas só foram aceitas quatro propostas. O dinheiro será emprestado até o dia 20 de abril de 2009.

O BC aceitou as propostas dos bancos que ofereceram pagar uma remuneração mínima pelo dinheiro de Libor (taxas de juro internacional) mais 0,11% ao ano.

Pelas regras do empréstimo, os bancos terão de direcionar, em até dez dias úteis, os recursos do leilão para novas operações de comércio exterior, sendo elas: ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio), ACE (Adiantamento de Cambiais Entregues) e financiamento de importação.

Os bancos terão de entregar como garantia títulos do governo brasileiro emitidos em dólares (Global Bonds). Os títulos terão de cobrir o valor do empréstimo, mais um acréscimo de 5%.

Mais cedo, o BC havia realizado também um leilão de contratos de câmbio (swap cambial no valor de US$ 789 milhões) e outro leilão de venda de dólares das reservas (cotação de US$ 2,121).

Caixa nega queda na demanda por crédito imobiliário, mas vê problemas

A superintendente nacional de Habitação da Caixa, Bernadete Maria Pinheiro Coury, garantiu nesta segunda-feira que o banco não vai mexer em nenhum custo de crédito imobiliário, tanto para pessoa física como jurídica. Ela afirmou, porém, que podem haver obstáculos à demanda de crédito devido à crise financeira.

Segundo Coury, os custos dos recursos de financiamento da Caixa --captação da caderneta de poupança e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)-- continuam o mesmo.

"Na caderneta, remuneramos para o poupador TR mais 6%, e os recursos do FGTS têm remuneração definida. Então o custo para o banco é o mesmo e, em função disso, não vamos alterar a taxa de juros dos financiamentos", afirmou no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em São Paulo.

Desde 2007 a Caixa mantém os juros e prazos para financiar imóveis. Os juros para quem usar recursos do FGTS são de 8,16% ao ano; com recursos da poupança, variam entre 8% e 14%. Os valores têm o acréscimo da TR (Taxa Referencial).
Raimundo Pacco/Folha Imagem
Mercado imobiliário brasileiro está longe de abismo visto nos EUA, diz economista
Mercado imobiliário brasileiro está longe de abismo visto nos EUA, diz economista

Sobre a possibilidade de ocorrer uma redução da demanda por crédito em função da crise financeira, Coury disse que tem "ouvido das empresas" que elas estão reavaliando os lançamentos imobiliários.

"A Caixa vai agir sempre visando o atendimento do mercado. Se houver redução da oferta [de unidade habitacionais], vamos contribuir para que não exista [paralisação], aumentando a oferta de crédito."

Segundo a superintende, porém, o banco não percebeu nenhuma redução da tomada de crédito, mas a greve dos bancários, que entrou hoje no 13º dia, pode influenciar. "Ainda não percebemos essa redução, mas infelizmente estamos num período de greve, e então temos tratado a demanda que já estava dentro das agências. Mas se a greve não arrefecer, essa redução será percebida."

Ao responder a questionamento se agora é hora de repensar a entrada em um financiamento imobiliário, Coury afirmou que a decisão de assumir um compromisso de longo prazo "tem que ser avaliada dada a condição de cada mutuário."

"Uma pessoa física que assume um financiamento por 20 ou 25 anos, vai comprometer uma parcela da renda. Isso tem que fazer parte do planejamento da vida."

Ajuda ao setor

No mesmo evento, o economista Eduardo Gianetti da Fonseca afirmou que mercado imobiliário brasileiro está longe de cair no abismo visto nos Estados Unidos, onde o crédito imobiliário de alto risco está na origem da crise financeira.

"O setor imobiliário está apenas começando o ciclo de expansão do crédito. Não existe bolha e inadimplência de mutuários. As empresas estão de modo geral capitalizadas. O quadro aqui é totalmente diferente", disse. Ele advertiu, porém, para a dificuldade de empresas em ter capital de giro para projetos em execução.

Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informaram nesta segunda-feira a liberação de mais recursos para o financiamento da safra 2008/2009, ajuda para o setor de construção civil e possibilidade dos bancos oficiais federais agirem mais agressivamente na concessão de crédito.

"Estamos finalizando com a Caixa o programa de apoio ao setor de construção. Será algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para evitar qualquer descontinuidade no setor de construção residencial", afirmou Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que participou hoje de reunião com o presidente Lula e bancos sobre a retração do crédito no Brasil.

Segundo Coutinho, a Caixa deverá cuidar do crédito para o capital de giro das empresas, e o BNDES por capitalizar e apoiar fusão e aquisições do setor.

"Os bancos federais foram orientados a entrar firme na expansão do crédito à pequena empresa. Afinamos a orquestra para atuar de maneira firma nas próximas semanas."

Governo anuncia mais R$ 2,5 bi para safra e sinaliza até R$ 4 bi para construção

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informaram nesta segunda-feira a liberação de mais recursos para o financiamento da safra 2008/2009, ajuda para o setor de construção civil e possibilidade dos bancos oficiais federais agirem mais agressivamente na concessão de crédito.

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Na área rural, para onde o governo já direcionou R$ 5,5 bilhões através de liberações do depósito compulsório, agora também aumentará a porcentagem de recursos captados pela poupança rural para o financiamento de safra. Atualmente, 65% da captação tem essa finalidade e o governo pretende aumentá-la para 70%.

Esta medida, segundo Mantega pode injetar mais R$ 2,5 bilhões no financiamento da safra. "Não há motivo para redução da safra 2008/2009, exceto por fatores fora do controle, como questões climáticas ou falta de crédito que não conseguimos detectar", afirmou.

Para a área de construção, Mantega sinalizou medidas para injetar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões para capital de giro. "[Esse financiamento] será via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que já apresentou uma proposta, ou da Caixa [Econômica Federal] através de participação acionária das construtores", afirmou Mantega.

A ajuda para a safra deve ser oficializada ainda hoje. Para a área da construção, a proposta deve ser concluída em alguns dias.

"Estamos finalizando com a Caixa o programa de apoio ao setor de construção. Será algo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões para evitar qualquer descontinuidade no setor de construção residencial", afirmou Luciano Coutinho, presidente do BNDES, no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em São Paulo.

Segundo Coutinho, a Caixa deverá cuidar do crédito para o capital de giro das empresas, e o BNDES por capitalizar e apoiar fusão e aquisições do setor.

"Os bancos federais foram orientados a entrar firme na expansão do crédito à pequena empresa. Afinamos a orquestra para atuar de maneira firma nas próximas semanas."

Bancos oficiais

Durante esta segunda-feira, a equipe econômica do governo realizou reuniões com os principais bancos oficiais, onde revisaram suas ações diante da crise como por exemplo a compra de carteiras de financiamento de bancos médios e pequenos.

Segundo Meirelles, agora eles devem partir para o aumento da concessão de crédito. "Os bancos oficiais estão se preparando para aumentar sua participação na concessão de crédito para capital de giro para as empresas, para pessoas físicas e consumo, e o BNDES para investimentos", afirmou.

A autoridade monetária também disse que há ainda "uma boa margem" de depósitos compulsórios para serem liberados para bancos médios caso seja necessário. O mesmo pode ser aplicado para o caso dos leilões de dólares com garantias para financiamento às exportações que começaram a ser feitos hoje.

Bovespa fecha em alta de 8,36%; investidores buscam ações baratas

Ações a preços bastante depreciados atraíram os investidores, que voltaram às compras num momento de "trégua" da crise internacional. As maiores Bolsas internacionais registraram fortes altas nesta segunda-feira, arrastando a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que a partir de hoje abre em novo horário (das 11h às 18h), uma hora mais tarde que o horário regular.

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O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, avançou 8,36% no fechamento, atingindo os 39.441 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,12 bilhões.

As ações líderes da Bolsa, Petrobras e Vale, valorizaram 10,43% e 12,69%, respectivamente. No topo dos ganhos do dia, considerando somente as 66 ações do índice Ibovespa, a ação ordinária da Gafisa disparou 17,55%, seguida pela ação da Sabesp, com ganho de 14,56% e pela ação ordinária da Cosan, com avanço de 13,09%.

O dólar comercial foi cotado a R$ 2,125 na venda, em alta de 0,23%. A taxa de risco-país marca 494 pontos, número 0,20% abaixo da pontuação anterior.
Mark Lennihan/AP
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia

As Bolsas européias fecharam com fortes altas, a exemplo de Londres (5,40%), Paris (3,56%) e Frankfurt (1,12%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve ganho de 4,67%.

Entre as principais notícias do dia, o governo da Suécia apresentou um plano de 1,5 trilhão de coroas (cerca de US$ 203 bilhões) para ajudar o sistema financeiro de seu país. Além da Suécia, recentemente os governos da Holanda, China, Índia e Coréia do Sul apresentaram medidas para enfrentar os desdobramentos da crise financeira. E hoje, o presidente do Fed (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, defendeu um novo plano de estímulo à economia.

No Reino Unido, o ministro das Finanças, Alistair Darling, disse ao "Daily Telegraph" que o governo britânico deve aumentar seus gastos para ajudar a economia a enfrentar um período de recessão.

Ainda no front doméstico, a inflação medida pelo IGP-M subiu 0,86%, pela segunda leitura prévia do mês de outubro. No mesmo período em setembro, a leitura prévia apontava inflação de 0,04%.

Empresas

A empresa de TV por assinatura Net deve revelar amanhã o balanço do terceiro trimestre. Analistas do mercado financeiro projetam em torno dos R$ 6 milhões. A ação da Net teve alta de 5,26% no pregão da Bolsa.

"Esperamos manutenção de um elevado crescimento da base de assinantes, especialmente no nicho de banda larga, aliado a uma margem Ebitda [geração de caixa] sem maiores alterações em comparação com o trimestre anterior", comenta a analista Beatriz Batelli, da corretora Brascan, em relatório sobre a empresa. "O que acreditamos que possa contribuir para um desempenho positivo das ações da companhia no curto prazo", acrescenta.

A agência Moody's rebaixou, pela segunda vez em outubro, o "rating" (nota de risco de crédito") da Aracruz Celulose. A "nota de risco" da empresa brasileira caiu de "Baa3" para "Ba2", o que tira a empresa da categoria "grau de investimento" para "grau especulativo". A ação da Aracruz valorizou 3,60% nesta segunda-feira.