segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Professor de 1ª a 4ª série é o que menos evolui na faculdade

Os universitários que se formam em cursos de preparação de professores são os que menos evoluem durante o ensino superior, aponta um estudo do pesquisador José Carlos Rothen, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

A pesquisa analisou a variação das médias dos calouros e dos formandos em 28 cursos superiores, com base no Enade (antigo Provão), para indicar quanto os alunos "melhoram" durante o ensino superior.

Na área de formação de professores, a nota subiu apenas 8%, a menor variação da lista. Nesse grupo estão considerados os cursos que formam docentes especificamente para a educação infantil e as primeiras quatro séries do fundamental (normal superior).

Foram considerados os resultados nos exames de formação geral e específica. O maior crescimento de notas ocorreu em arquitetura e urbanismo (35%), seguido de computação (31%) e engenharia (27%).

Em pedagogia, que também forma professores para as séries iniciais da educação básica, o crescimento foi de 15% -abaixo da média do universo analisado, que ficou em 18%.

Secretaria da Educação de SP oferece curso de informática para 70 mil professores

A Secretaria de Estado da Educação lançou nesta quinta-feira o Programa de Formação em Tecnologia para Professores, que aplicará cursos de informática para ao menos 70 mil professores da rede estadual de ensino até o fim de 2009.

Em parceria com a Intel, o programa consiste na capacitação, inicialmente, de 91 professores-coordenadores (um para cada Diretoria de Ensino). Cada um dos 91 deverá capacitar 48 professores e cada um desses esses mais 16 educadores.

Para obter o certificado de conclusão do curso, cada professor tem de completar o curso com 80% de freqüência, preencher as avaliações e receber do professor mediador um parecer satisfatório de aproveitamento.

Serão dois tipos de cursos: fundamentos básicos --que visa a inclusão digital-- e essencial --voltado para aqueles que já possuem conhecimentos em informática e pretendem se aprimorar.

O curso de fundamentos básicos terá duração de 32 horas, das quais 24 horas serão presenciais e as demais serão desenvolvidas por meio de atividades on-line. Será dividido em 12 módulos voltados para iniciação de técnicas digitais e para o uso educacional da tecnologia da informação.

Professor do ensino básico terá bolsa em faculdade

O Ministério da Educação irá destinar no ano que vem R$ 1 bilhão para financiar a graduação e especialização de professores da educação básica em universidades públicas.

Parte do dinheiro será destinada a instituições superiores federais, estaduais e municipais para custear a abertura de novas vagas; outra será utilizada no pagamento de bolsas para os professores universitários que assumirem mais turmas de licenciatura; e outra parte para bolsas para os docentes do ensino básico.

Duas mil bolsas --no valor de R$ 1.200-- já foram oferecidas neste ano. A meta do governo é que o número chegue a cerca de 10 mil bolsas em 2012.

O ministro Fernando Haddad disse esperar atingir 300 mil professores sem graduação e 300 mil sem formação na área específica em que lecionam --ele citou o exemplo de 20 mil professores de matemática formados em pedagogia. As principais deficiências estão em química e biologia.

São Paulo gradua primeira turma só de professores índios

Oitenta e um professores índios receberam nesta segunda-feira, em cerimônia realizada em São Paulo, o diploma de graduação em pedagogia. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, eles compõem a primeira turma só de indígenas já formada por uma escola de ensino superior do país.

Divulgação

Índia durante formatura; de acordo com a Secretaria da Educação, esta é a 1ª turma só de indígenas formada por uma escola superior

Segundo a pasta, todos os formandos já trabalham em escolas instaladas em alguma das 30 tribos existentes no Estado, ministrando aulas para alunos até da 4ª série do ensino fundamental.

Em uma iniciativa do governo paulista e da USP (Universidade de São Paulo), eles foram selecionados e graduados para que possam, agora, ministrar aulas para estudantes da 5ª à 8ª série e também do ensino médio.

Agrônomo tem formação para atuar no cultivo e no agronegócio

Com a preocupação ambiental em alta, cresce a busca por agrônomos, cuja função é usar a agricultura, de maneira sustentável, para melhorar a vida das pessoas. A graduação é antiga no Brasil --há cursos que datam do século 19--, mas agora passa por mudanças para se modernizar. Hoje, é oferecida por 174 instituições, segundo o Ministério da Educação.

A área de atuação do agrônomo é bastante ampla. Ele pode, por exemplo, cuidar de granjas, fazer represas, cultivar pastos e trabalhar em grandes empresas de agroindústria, como usinas de cana-de-açúcar.

Para trabalhar nessas áreas, o aluno aprende, na faculdade, a lidar com a terra, com as plantas e com os animais.

Violência escolar atinge 1 milhão de crianças a cada dia, aponta pesquisa

Por dia, cerca de 1 milhão de crianças em todo o mundo sofrem algum tipo de violência nas escolas. Foi o que detectou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela organização não-governamental Internacional Plan, que atua em 66 países em defesa dos direitos da infância. O relatório é parte da campanha global "Aprender sem medo", lançada também hoje. O objetivo é promover um esforço mundial para erradicar a violência escolar.

O Brasil foi incluído no estudo. Os resultados mostram que 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em seis Estados afirmaram ter sido vítimas de violência escolar. Outros 84% desse total apontaram suas escolas como violentas.

A campanha terá como foco as três principais formas de violência na escola: o castigo corporal, a violência sexual e o "bullying", fenômeno definido pelo estudo como "atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro".

Faculdade usa regra do MEC e "rouba" turma de concorrente

Uma mudança do Ministério da Educação na regra de transferência de alunos acirrou a batalha entre universidades particulares por novas matrículas. Atraídas por descontos expressivos e mensalidades mais baratas, turmas inteiras chegam a mudar de universidade. Em reação, instituições que perderam alunos estão revendo as suas políticas de preços na tentativa de evitar mais baixas.

A guerra foi deflagrada a partir da modificação na portaria 230 do MEC, segundo a qual o aluno não precisa mais pagar duas matrículas --uma na universidade que deixou e outra naquela para a qual irá se transferir-- se quiser mudar de instituição. Agora, basta pagar a matrícula na nova instituição.